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Como realizar o replante de suas orquídeas

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orquideas.eco.br - Raízes

Invariavelmente, chegará o momento em que você deverá realizar o replante de sua orquídea. Muitos são os motivos para isto, desde plantas que estão crescendo para fora do vaso, substrato antigo e deteriorado, substrato errado ou simplesmente para revigorar a planta.

Um substrato deteriorado compromete a saúde de sua planta. Fará com que as raízes apodreçam e o poder de absorção da orquídea seja menor. Isto fica evidente quando uma planta bem hidratada ainda sim tem a aparência de desidratada.

Ainda em relação ao substrato, alguns fatores influenciam no tempo que ele irá levar para deteriorar-se. Além do tipo de substrato utilizado, os produtos que você usa nas plantas, como adubos, por exemplo, influenciarão no tempo que este substrato levará para se decompor.

É importante você saber que o ato de mexer em uma orquídea causa um certo desgaste e estresse à planta e deve ser evitado sempre que possível. Até a simples troca de lugar de um vaso é capaz de causar isto. Consequentemente, o replante, por ser muito mais complexo, acaba tirando a orquídea de sua zona de conforto. Mas quando necessário, isto não é tão ruim assim, como veremos a seguir.

Época

Muitos divergem sobre o melhor momento de replantar uma orquídea. Alguns defendem épocas específicas do ano. De certa forma, não concordo com isto, pois cada planta tem sua época de crescimento e dormência. Acredito que, pela lógica, elas deverão ser replantadas no momento em que seu sistema radicular está sendo renovado e se expandindo, quando novas raízes estão surgindo. Desta forma, as novas raízes crescerão já acomodadas ao novo substrato. Fazendo o inverso disto, ou seja, replantando uma orquídea que está em seu período de dormência, você estará forçando-a a gastar suas reservar de energia para emitir novas raízes, desgastando a saúde a planta e até podendo matá-la.

Substrato

O substrato a ser utilizado depende de uma série de fatores, principalmente da espécie de orquídea a ser cultivada nele. Neste momento é interessante você entender a classificação das orquídeas por habitat, para saber o que é melhor para sua plantinha. Recomendo a leitura dos seguintes artigos:

Sabendo as características do habitat original de sua orquídea, você poderá determinar o melhor substrato para ela. Por exemplo, as epífitas vivem grudadas em árvores e, como o suprimento de água nestas condições não é contínuo, elas dependem muito da sua capacidade de absorver água rapidamente, seja esta da chuva ou da umidade do ar. Elas possuem raízes esponjosas que absorvem rapidamente os líquidos. Da mesma forma, secam rapidamente, portanto, os substratos empregados nestas plantas deverá secar rapidamente, fornecendo uma boa ventilação. A grande maioria das Cattleyas e seus híbridos, por exemplo, podem ser plantadas nos mix que encontramos no mercado. Entretanto, há plantas mais exigentes que não crescem bem em vasos e precisam ser plantadas em pedaços de casca, como por exemplo a Cattleya walqueriana, a Cattleya nobilior e a Cattleya aclandiae. Recomendo fortemente a leitura dos seguintes artigos:

Vaso

O vaso a ser utilizando também depende de uma série de fatores. Via de regra, existem vários tipos, como os de barro, plástico, cimento, xaxim, cascas de árvores, casca de coco, enfim, uma infinidade de materiais. Caso você queira se aprofundar nas alternativas, faça a leitura do seguinte artigo:

O mais utilizado é o vaso plástico, principalmente porque a grande maioria das plantas comerciais são vendidas em vasos plásticos, por ser um material barato e leve. Particularmente, passei alguns anos querendo me livrar dos vasos plásticos, mas depois entendi que, para algumas plantas, ele pode ser a melhor opção. O vaso de cerâmica possue uma melhor aeração e, consequentemente, retêm água por menos tempo. Por um bom tempo era meu vaso preferido, visto que cultivava minhas plantas sob sombrite e não tinha o controle da água das chuvas. Agora tenho usado bastante os cachepots de madeira. Caso você opte por vasos de cerâmica, lembre-se que vasos antigos não são tão bons quantos os novos, visto que seus poros estarão entupidos. Além disto, podem transmitir doenças de uma planta anterior e devem, obrigatoriamente, passar uma boa esterilização.

Hora de replantar

Você decidiu replantar sua orquídea. Escolha um vaso que comporte o crescimento de sua orquídea por pelo menos 3 anos (ou o tempo que o substrato irá durar) e que seja de drenar corretamente a água acumulada. Agora é só seguir os seguintes passos:

Remoção e limpeza

  • Retire a planta do vaso original – processo relativamente fácil, só é complicado quando as raízes estão coladas nas laterais do vaso. Neste caso, é importante esterilizar bem qualquer ferramenta de corte que você use para soltar ou aparar as raízes para soltar a planta do vaso. Lembre-se que isto agride a planta, então faça o menos possível de estrago;
  • Retire todo substrato antigo com cuidado para não machucar as raízes vivas. Em especial, cuide para não quebrar novas raízes, pois elas são sensíveis e importante para a adaptação da planta no novo local;
  • Não caia na tentação de remover raízes velhas que ainda estão vivas. Mais raízes significam mais absorção e melhor fixação. Além disto, podem se ramificar, aumentando ainda mais o poder de absorção;
  • Já as raízes velhas devem ser removidas, pois aceleram o processo de decomposição do novo substrato;
  • Limpeza – faça uma revisão em sua planta, removendo restos das florações anteriores e retirando as partes secas coladas ao pseudobulbo, esconderijos perfeitos para as cochonilhas e outras pragas. Aproveite para verificar se não é uma boa hora para remover os pseudobulbos mais antigos, que já deixaram de contribuir para o desenvolvimento por não possuírem raízes vivas e folhas;
  • Separação – verifique se não é uma boa hora para dividir sua planta, se ela estiver muito grande.

Replante

  • Coloque um material para realizar a drenagem no fundo do vaso, afim de melhorar o escoamento da água. Para isto você pode utilizar cacos de telhas limpos, pedras, isopor ou carvão;
  • Respeite a direção de crescimento da planta: o pseudobulbo mais velho deverá ficar junto à borda do vaso e a parte nova da planta deve estar direcionada ao centro do vaso. Desta forma, haverá espaço para o desenvolvimento de novos pseudobulbos;
  • Posicione o rizoma um pouco abaixo da altura do vaso;
  • Preencha o vaso com o substrato escolhido colocando-o pelas laterais, tomando cuidado para não machucar as raízes. A quantidade ideal será suficiente para firmar e equilibrar a planta. Evite compactar demais o substrato, pois isto afetará a aeração das raízes. Caso a planta não fique firme, prenda-a com estacas e arames. É importante não deixar a planta bamba, pois o movimento dela fará com que as novas raízes não consigam se fixar, prejudicando o desenvolvimento;
  • O substrato não deverá cobrir as gemas. O ideal é ele ele apenas encoste no rizoma, não ficando muito abaixo dele e nem cobrindo-o;
  • Feito o plantio, é importante ambientar a planta. Coloque-a em um lugar com um pouco menos de luz e, principalmente, deixe-a úmida com mais frequência, mas sem excesso (não regue a planta em abundância). Em pouco tempo a planta poderá voltar ao seu local de origem.

Lembre-se sempre de usar ferramentas esterilizadas para evitar a transmissão de doenças entre as plantas.

Referência

  • orkideas.com.br

Abraços!

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