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Classificação das orquídeas por habitat: as terrestres

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Muitos se perguntam se podemos colocar orquídeas diretamente na terra. A resposta é simples: depende.

Sim, temos orquídeas terrestres. Talvez muitas passem desapercebidas ao olhar de muitos, mas espécies interessantes podem ser cultivadas desta forma sem nenhum problema.

Orquídeas terrestres vivem no solo como plantas comuns. Suas raízes encontram-se espessadas em pequenas ou grandes estruturas parecidas com tubérculos de esféricos a longamente cilíndricos que servem de reserva de nutrientes e água e substituem os pseudobulbos presentes nas espécies epífitas. Ocasionalmente estes tubérculos separam-se da planta principal originando novas plantas. Podem ou não apresentar caules desenvolvidos e estes, diferente das epífitas, que sempre apresentam caules perenes, podem ser parcialmente decíduos. Algumas das orquídeas terrestres apresentam caules muito longos, que podem chegar a mais de seis metros de comprimento.

Seus frutos são mais finos e com paredes mais delicadas. Geralmente são triangulares, mais ou menos arredondados, com números de lamelas que variam de três a nove. Alguns são lisos outros rugosos ou mesmo cheios de tricomas, verrugas ou protuberâncias em sua superfície. Os frutos desenvolvem-se com o engrossamento do ovário na base da flor, o qual geralmente é dividido em três câmaras. Quando maduro o fruto seca e abre-se em três ou seis partes ao longo do comprimento, embora não inteiramente, mantendo-se sempre preso à inflorescência. Boa parte das sementes logo cai, depositando-se entre as raízes da planta mãe, as sementes são também amplamente dispersas com o vento por longas distâncias.

Em nossas casas, podem ser plantadas diretamente em canteiros preparados com compostos orgânicos e alguns elementos que facilitem a drenagem da água, como cascas, fibras e areia. Devido ao seu tamanho, preferencialmente plante-as em lugares espaçosos, pois estas orquídeas são normalmente grandes. Além disto, gostam de locais ensolarados para crescer, apesar de se adaptarem facilmente a outros ambientes. Isto acaba causando um efeito colateral, fazendo com que ela necessite de regas frequentes, já que gosta de umidade, principalmente nos períodos de desenvolvimento. Como estão diretamente na terra, é importante ter uma atenção especial à sua nutrição, com adubos de qualidade e um composto bem feito.

Aqui no Brasil sofremos com a falta de espécies terrestres, comparando-nos com outros países. Enquanto temos lá fora o gênero Ophrys, conhecidíssimo por suas orquídeas que parecem animais, no Brasil temos espécies mais comuns como as Arundina bambusifolia – única representante da espécie, Bletia catenulata e Epidendrum cinnabarinum – que pode ser cultivada de outras formas não terrestres.

Arundina graminifolia
Arundina graminifolia
Arundina graminifolia
Bletia catenulata
Bletia catenulata
Epidendrum cinnabarinum
Epidendrum cinnabarinum

Para deleite, o gênero Ophrys

Ophrys insectifera
Ophrys insectifera
Ophrys apifera
Ophrys apifera
Ophrys tenthredinifera
Ophrys sulcata
Ophrys speculum
Ophrys speculum
Ophrys reinholdii
Ophrys reinholdii
Ophrys lutea
Ophrys lutea
Ophrys apifera
Ophrys apifera
Ophrys bombyliflora
Ophrys bombyliflora

Referências

http://pt.wikipedia.org/

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