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Morfologia: o caule das orquídeas

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Entender nossas orquídeas é um grande passo para cultivá-las corretamente. Desta forma, elas irão viver e não apenas sobreviver.

Após falar sobre as raízes, cujo artigo você pode ler clicando aqui, é hora de falar sobre o caule das nossas orquídeas.

O caule varia de acordo com o hábito de crescimento das orquídeas que, por outro lado, determina uma das formas de classificação das orquídeas, ou seja, orquídeas de crescimento monopodial e orquídeas de crescimento simpodial. Se você não está familiarizado com estes termos, não se preocupe, você pode ler mais sobre esta classificação nos artigo “Classificação das orquídeas por tipo de crescimento: monopodial e simpodial”.

O importante aqui é você entender a diferença entre ambos os tipos. Desta forma o texto a seguir será mais fácil de assimilar.

O caule

Apesar de variar em relação à forma, o caule das orquídeas tem em comum a presença de nós, entrenós (espaço entre dois nós), gema apical composto pelo meristema apical (região de crescimento da planta) e gemas laterais (ficam na região do nó, onde também ficam inseridas as folhas).

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Caule com entrenós bem definidos

As espécies epífitas (clique aqui para ler mais sobre as orquídeas epífitas) podem apresentar os dois tipos de crescimento, ou seja, serem simpodiais ou monopodiais. Nas de crescimento simpodial, o caule é composto por uma parte reptante, curta ou longa, fina ou espessa, chamada rizoma, e uma parte aérea que pode ou não encontrar-se espessada em estrutura para reserva de água e nutrientes, conhecida como pseudobulbo. Em alguns gêneros epífitas, o caule secundário aéreo encontra-se reduzido a um nódulo ínfimo que origina as folhas.

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Orquídea simpodial, rizoma e início dos pseudobulbos
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Rizoma, pseudobulbos e folhas
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Em outro tipo, rizoma, pseudobulbo e folhas

Já nas de crescimento monopodial, o caule é único e aéreo, ereto ou pendente, e não se encontra espessado em pseudobulbos, sendo ajudado no armazenamento de nutrientes pelas folhas e raízes que brotam continuamente ao longo de todo o caule.

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Nas monopodiais, caule único
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Nas monopodiais, caule único

As espécies terrestres (clique aqui para ler mais sobre as orquídeas terrestres) podem ou não apresentar caules desenvolvidos e estes, diferente das epífitas, que sempre apresentam caules perenes, podem ser parcialmente decíduos. Algumas das orquídeas terrestres apresentam caules muito longos, que podem chegar a mais de seis metros de comprimento.

Rizoma

O rizoma é um tipo de caule que cresce no sentido do substrato, geralmente na horizontal. É, também, a ligação entre os pseudobulbos das orquídeas, além de ser dele que surgem as raízes. O rizoma possui nós e entrenós bem definidos, além de gemas viáveis, que dão origem à novos brotos. Este brotos formarão mais um seguimento de rizoma, pseudobulbo ou outro tipo de caule.

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Rizoma entre os pseudobulbos e gema apical
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Rizoma entre os pseudobulbos e gema apical

O rizoma é importante como órgão de reprodução vegetativa ou assexuada das orquídeas. É utilizado para replicar as orquídeas justamente por poder regenerar uma planta inteira mantendo suas características, desde que se tenha pseudobulbos em seu seguimento. Além disto, é importante também por ser o caminho por onde os nutrientes e água proveniente das raízes passam, sendo, no caso das monopodiais, o principal canal para isto.

Pseudobulbo

O pseudobulbo é uma estrutura usualmente espessada, preenchida por parênquima aquífero, bastante especializada com funções de armazenamento de água e regulação do metabolismo de síntese de carboidratos. O pseudobulbo está presente em grande parte das orquídeas, sejam as epífitas, as rupícolas ou as terrestres. Assumem as mais diversas formas e tamanhos, contribuindo assim para que a identificação de algumas espécies de orquídeas. Sua especialização na reserva de água e nutrientes faz com que as orquídeas possam se adaptar mais facilmente em ambientes que seriam desfavoráveis à elas.

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Pseudobulbos de uma Harpophylla
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Pseudobulbo de uma Coryanthes
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Pseudobulbo de um Catasetum
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Pseudobulbo
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Pseudobulbo de um Bulbophyllum
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Pseudobulbo
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Pseudobulbo de uma Coelogyne

Algumas simpodiais possuem caules com nós bem definidos, podendo ser carnosos ou secos. Orquídeas carnosas com caules finos possuem pouca capacidade de reserva, tornando-as dependentes de umidade constante e nutrientes no substrato em que vivem. Outras simpodiais podem ter pequenos caules herbáceos, muitas vezes imperceptíveis. Estes caules não possuem tecidos de reserva, tornando essas orquídeas sensíveis à seca. Por fim, há as simpodiais com caules herbáceos carnosos, como a Ludisia discolor.

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Pequeno caule herbáceo de uma Jumellea

Outros tipos de caules

Por fim, existem os caules responsáveis por segurar as inflorescências, suas ramificações e flores. Geralmente esses caules são como hastes, podendo ser finais ou grossas, curtas ou longas, com poucos ou vários nós. Podem soltar “filhotes” chamados de keikes. Os keikes podem dar origem a uma nova orquídea. Outros ainda lembram colmos (caule do bambu, por exemplo) que, depois de secos, se apresentam ocos, como as hastes florais de Cyrtopodiuns.

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Base de keikes saindo de um Dendrobium
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Mais keikes
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Outro keike
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Keikes desenvolvidos em um Dendrobium

Referências

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