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O que aprendi com as orquídeas

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O que aprendi com as orquídeas

Com o tempo é inevitável compararmos várias fases em nossa vida. Muitas vezes temos saudades de épocas passadas, de atividades específicas, de momentos de alegria.

Não é o costume de todos, e deveria ser, refletir sobre aquilo que passamos e o que aprendemos com a nossa jornada. Tenho o costume de fazer isto de tempos em tempos, normalmente em momentos em que minha vida que grandes mudanças estão acontecendo.

Bom, no momento nada de grandioso está acontecendo, mas estes dias, buscando um assunto diferente para escrever por aqui me peguei pensando em tudo que tinha aprendido com o nosso hobby. “Ei, isto daria um artigo interessante!”, pensei. E cá estou dedilhando sobre o teclado, pensativo sobre esta questão.

Afinal, o que aprendi com as orquídeas?

Todas as atividades que exercemos em nossa vida nos deixam lições. Se você acha que não, sinto informar que você está deixando passar oportunidades de aprendizado que, talvez, não tenham volta. A orquidofilia também nos ensina muito, mas às vezes não visualizamos isto por considerarmos apenas um hobby, uma coisa para o “de vez em quando”.

Você já parou para pensar o que as orquídeas nos ensinam? Vamos ver alguns pontos que junto interessantes.

101º Exposição de Orquídeas Curitiba

Respeito

Sim, a orquidofilia nos ensina uma maneira muito peculiar de respeitar a natureza e o próximo. Em relação a natureza, compreendemos toda complexidade agregada a uma simples florada. Afinal, desde a semente que germina, uma sobrevivente entre milhões de outras que não tiveram esta oportunidade, até a flor, muitos anos se passam. É um processo lento, que nos faz refletir e entender o porque não podemos retirar plantas da natureza. Aprendemos a admirar tanto este processo que passamos a respeitar não só as orquídeas, mas a natureza como um todo.

Um hobbista mais assíduo passa a conhecer várias pessoas em seu meio. Aprende a respeitar opiniões alheias, mesmo que não concorde com elas. Afinal, todo mundo tem uma dica, uma receita mágica, uma forma de plantio diferente. Muitos ainda não entenderam que é um mundo muito vasto e, principalmente, não exato. Não há uma maneira única de realizar alguma coisa. Portanto, se você é daqueles que passa o dia inteiro no Facebook só criticando o cultivo dos outros, tente mudar. Além de você ser chato, provavelmente está errado.

Eu, por exemplo, só tenho a agradecer as novas amizades que fiz. Olhando para trás, vejo quantos amigos cibernéticos fiz e quantos acabei conhecendo pessoalmente. Achei engraçado outro dia, quando estava com meu filho no colo e um destes novos amigos o chamou de “Faísquinha”. Veja bem, nunca falei do meu blog para ele. E mesmo assim ele sabia. O mundo realmente é pequeno. Quem sabe amplio mais meus horizontes entrando para uma associação.

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Cuidado

É inevitável a mudança de hábito naquele que se aprofunda neste hobby. Não sou um grande exemplo disto, sou meio preguiçoso para fazer tudo que acho correto. Mesmo assim, muitas coisas mudaram no meu dia a dia em virtude das orquídeas, começando com o cuidado com as mesmas. Logo no início compreendemos que não se trata de enfiar uma planta em um vaso e achar que teremos flores o ano inteiro. Os mais curiosos, e nisto me incluo, buscam informações de cada planta para fornecer a ela a melhor forma de cultivo. E depois disto é uma bola de neve: livros, internet, artigos, amigos, associações, orquidários, entre outros. Tudo isto para que? Para que possamos cuidar com o máximo zelo de nossas plantas.

Claro que muitos não o fazem, mas uma grande parcela das pessoas toma gosto pela busca da informação e acaba levando isto para outras áreas da vida. Trabalho, família, outros hobbies. Meu caso foi um pouco diferente. Como sempre tive algum hobby ativo em minha vida, desde cedo sempre tive cuidado com as coisas. Mas mesmo assim muita coisa deixo passar, não deveria, mas infelizmente o tempo é um grande inimigo.

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Paciência

Eis uma coisa que realmente fez a diferença em minha vida. Até uma certa idade, sempre fui uma pessoa muito ansiosa. Desde que comecei a me interessar por este mundo de crescimento lento, de botões que demoram um mês para abrir, fui aprendendo lições valiosas. Deixei de ser uma pessoa que queria tudo para ontem para ser uma pessoa que consegue esperar as coisas acontecerem. Acho que, no fim, todo orquidófilo é uma pessoa paciente. Se pensarmos que desde a polinização de uma Cattleya até a primeira florada da planta vindoura passam-se cerca de sete anos, não há como não cultivar a paciência em nossas vidas.

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Organização

Drama de muitos orquidófilos, afinal, quando a coleção cresce é necessária uma forma criteriosa de acompanhá-la. Eu tento manter um registro fotográfico de todas as plantas, além de etiquetá-las de acordo com critérios próprios. Por fim, ainda tenho uma baita planilha que controla tudo que preciso referente a cada plantinha, desde procedência, época de floração, localização, vaso, substrato, etc. Poderia ser pró-ativo, criar um sistema que gerencie tudo isto, mas confesso que bate uma pequena preguiça nesta hora. Se houvesse interesse de outras pessoas, quem sabe. Esta mesma organização comecei a aplicar em outros aspectos da vida, principalmente no meu trabalho.

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Iniciativa

Esta é uma das mais louváveis. Este hobby me ensinou a correr atrás daquilo que preciso. Na verdade, sempre fui um cara de iniciativa. Mas cheguei em um ponto muito interessante com as necessidades que encontrei neste hobby. Sei que ainda não mostrei a vocês, e em breve eu o farei, mas tudo que estamos fazendo em nosso novo orquidário é fruto de iniciativa, pesquisa e vontade. Poderíamos contratar pessoas para isto. Mas optamos por aprender coisas novas e colocá-las em prática. Talvez não seja igual a de um profissional da área, mas ficamos muito felizes em fazer e com o resultado obtido. Estou virando quase um mestre de obras…

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Por fim, e a coisa mais importante, o amor. Amor pelas coisas mais simples. Um orquidófilo que se preze passa a prestar atenção em detalhes, coisas que normalmente as pessoas não notam. Isto faz com que rapidamente nos apaixonemos pelas coisas mais simplistas de nosso dia a dia. Eu, por exemplo, adoro quando chega o final de semana e tenho tempo de tomar meu café da manhã olhando as plantas no orquidário. É um momento meu, para reflexão, que curto e acho importante. Passamos a amar desde a formiga que carrega uma folhinha pelo chão do orquidário até coisas maiores que muitas vezes não damos importância.

Com este post abro uma nova fase neste site. Foi ilustrado com as fotos que tirei na 101 Exposição de Orquídeas de Curitiba. Que esta nova fase agregue mais conhecimento e mais amigos a este singelo blog.

Espero que curtam o novo visual e as novas mídias sociais. Logo mais novidades irão pintar por aqui!

Abraços!

2 COMENTÁRIOS

  1. Ola amigo estou iniciando com orquideas mas td que vc relatou aqui é verdade e estou descobrindo.muitas coisas que eu não tinha paciência para todos dias observar as orquídeas.e ver o seu desenvolvimento.
    Esperar td dia aquele botão que nunca abre.kk
    Obrigada por partilhar suas.esperiencias

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