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Morfologia: o caule das orquídeas

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Entender nossas orquídeas é um grande passo para cultivá-las corretamente. Desta forma, elas irão viver e não apenas sobreviver.

Após falar sobre as raízes, cujo artigo você pode ler clicando aqui, é hora de falar sobre o caule das nossas orquídeas.

O caule varia de acordo com o hábito de crescimento das orquídeas que, por outro lado, determina uma das formas de classificação das orquídeas, ou seja, orquídeas de crescimento monopodial e orquídeas de crescimento simpodial. Se você não está familiarizado com estes termos, não se preocupe, você pode ler mais sobre esta classificação nos artigo “Classificação das orquídeas por tipo de crescimento: monopodial e simpodial”.

O importante aqui é você entender a diferença entre ambos os tipos. Desta forma o texto a seguir será mais fácil de assimilar.

O caule

Apesar de variar em relação à forma, o caule das orquídeas tem em comum a presença de nós, entrenós (espaço entre dois nós), gema apical composto pelo meristema apical (região de crescimento da planta) e gemas laterais (ficam na região do nó, onde também ficam inseridas as folhas).

orquideas.eco.br - Morfologia: o caule das orquídeas
Caule com entrenós bem definidos

As espécies epífitas (clique aqui para ler mais sobre as orquídeas epífitas) podem apresentar os dois tipos de crescimento, ou seja, serem simpodiais ou monopodiais. Nas de crescimento simpodial, o caule é composto por uma parte reptante, curta ou longa, fina ou espessa, chamada rizoma, e uma parte aérea que pode ou não encontrar-se espessada em estrutura para reserva de água e nutrientes, conhecida como pseudobulbo. Em alguns gêneros epífitas, o caule secundário aéreo encontra-se reduzido a um nódulo ínfimo que origina as folhas.

Orquídea simpodial, rizoma e início dos pseudobulbos
Rizoma, pseudobulbos e folhas
Em outro tipo, rizoma, pseudobulbo e folhas

Já nas de crescimento monopodial, o caule é único e aéreo, ereto ou pendente, e não se encontra espessado em pseudobulbos, sendo ajudado no armazenamento de nutrientes pelas folhas e raízes que brotam continuamente ao longo de todo o caule.

Nas monopodiais, caule único
Nas monopodiais, caule único

As espécies terrestres (clique aqui para ler mais sobre as orquídeas terrestres) podem ou não apresentar caules desenvolvidos e estes, diferente das epífitas, que sempre apresentam caules perenes, podem ser parcialmente decíduos. Algumas das orquídeas terrestres apresentam caules muito longos, que podem chegar a mais de seis metros de comprimento.

Rizoma

O rizoma é um tipo de caule que cresce no sentido do substrato, geralmente na horizontal. É, também, a ligação entre os pseudobulbos das orquídeas, além de ser dele que surgem as raízes. O rizoma possui nós e entrenós bem definidos, além de gemas viáveis, que dão origem à novos brotos. Este brotos formarão mais um seguimento de rizoma, pseudobulbo ou outro tipo de caule.

Rizoma entre os pseudobulbos e gema apical
Rizoma entre os pseudobulbos e gema apical

O rizoma é importante como órgão de reprodução vegetativa ou assexuada das orquídeas. É utilizado para replicar as orquídeas justamente por poder regenerar uma planta inteira mantendo suas características, desde que se tenha pseudobulbos em seu seguimento. Além disto, é importante também por ser o caminho por onde os nutrientes e água proveniente das raízes passam, sendo, no caso das monopodiais, o principal canal para isto.

Pseudobulbo

O pseudobulbo é uma estrutura usualmente espessada, preenchida por parênquima aquífero, bastante especializada com funções de armazenamento de água e regulação do metabolismo de síntese de carboidratos. O pseudobulbo está presente em grande parte das orquídeas, sejam as epífitas, as rupícolas ou as terrestres. Assumem as mais diversas formas e tamanhos, contribuindo assim para que a identificação de algumas espécies de orquídeas. Sua especialização na reserva de água e nutrientes faz com que as orquídeas possam se adaptar mais facilmente em ambientes que seriam desfavoráveis à elas.

Pseudobulbos de uma Harpophylla
Pseudobulbo de uma Coryanthes
Pseudobulbo de um Catasetum
Pseudobulbo
Pseudobulbo de um Bulbophyllum
Pseudobulbo
Pseudobulbo de uma Coelogyne

Algumas simpodiais possuem caules com nós bem definidos, podendo ser carnosos ou secos. Orquídeas carnosas com caules finos possuem pouca capacidade de reserva, tornando-as dependentes de umidade constante e nutrientes no substrato em que vivem. Outras simpodiais podem ter pequenos caules herbáceos, muitas vezes imperceptíveis. Estes caules não possuem tecidos de reserva, tornando essas orquídeas sensíveis à seca. Por fim, há as simpodiais com caules herbáceos carnosos, como a Ludisia discolor.

Pequeno caule herbáceo de uma Jumellea

Outros tipos de caules

Por fim, existem os caules responsáveis por segurar as inflorescências, suas ramificações e flores. Geralmente esses caules são como hastes, podendo ser finais ou grossas, curtas ou longas, com poucos ou vários nós. Podem soltar “filhotes” chamados de keikes. Os keikes podem dar origem a uma nova orquídea. Outros ainda lembram colmos (caule do bambu, por exemplo) que, depois de secos, se apresentam ocos, como as hastes florais de Cyrtopodiuns.

Base de keikes saindo de um Dendrobium
Mais keikes
Outro keike
Keikes desenvolvidos em um Dendrobium

Referências

  • orquideassemmisterio.blogspot.com.br
  • wikipedia.org

Abraços!

Substratos para orquídeas – Fibra de coco

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Pois bem. Falamos do xaxim há alguns dias e percebi que muitos ainda o utilizam, gostam, mas sabem que um dia a fonte secará. Para estes, a fibra de coco pode ser a solução.

Todos com quem conversei que o utilizam tem o xaxim há tempos, estocado. Imagino que seja assim mesmo, afinal, onde conseguiríamos comprá-lo? E quando digo comprá-lo, estou falando de uma forma lícita, pois sei que os mesmos mateiros que vendem orquídeas do mato também vendem o xaxim. Tudo vai da consciência de cada um.

A fibra de coco é um substrato considerado por muitos como o substituto do xaxim. Por este motivo, resolvi falar dele antes de comentar os que eu realmente utilizo. Ué, mas eu não utilizo fibra de coco? Não. Por que? Porque não gosto.

Vamos aos fatos. Segundo o Wikipedia, a fibra de coco, também chamada Coir, provém do coqueiro comum (cocus nucifera). É a única fibra de fruta que é usada em quantidade digna de ser mencionada. O coqueiro é plantado na Índia desde a antiguidade. Lá ele é chamado de “Árvore do Bem-Estar” ou “Árvore do Céu”. Desde 1840 o plantio é feito em grande escala. O coco fornece um sem-número de artigos importantes (…). Do mesocarpo obtém-se a fibra. (…) Atualmente, a Índia é líder mundial na comercialização desse produto, com 1,02 bilhão de toneladas de fibra produzidas por ano. (…) No Brasil, a produção é ainda incipiente, com cerca de 40 milhões de toneladas de fibra produzidas anualmente. Os coqueiros vêm crescendo no estado de São Paulo, tomando espaço da laranja e do café nas regiões de São José do Rio Preto, Marília e Garça.

Bacana. De certa forma, é uma reciclagem. Antes, fibra era um item jogado no lixo. Agora, fabricamos vasos e outros artigos com esta fibra.

Bom, se você utiliza fibra para suas orquídeas e gosta, ótimo. Você se adaptou bem à fibra e as técnicas de plantio nela. Eu confesso que aqui realmente não rolou. Entre um vaso de cerâmica e um de fibra, fico com o de cerâmica. Entre um substrato com fibra e outro qualquer, bom, eu acho que existem coisas melhores.

Mas há pessoas que gostam. No blog Minhas Orquídeas, a autora cita que gosta bastante. Mas comenta que, para o sucesso do cultivo, é necessário utilizar material de boa qualidade. De nada adianta utilizar um material de fibra mal fabricado. Provavelmente ele vai se desfazer e/ou machucar suas plantas, principalmente as raízes. Particularmente, eu confesso que este é um grande problema: material de boa qualidade. Voltando ao porque eu não gosto da fibra, acredito que é muito devido à maneira que os vasos e palitos são fabricados. Primeiramente não gosto daquela coisa aglomerada que utiliza muitas vezes cola tóxica para ser construída. Depois, todos que eu tive se desfizeram/apodreceram muito rapidamente. A mesma coisa com a fibra isolada, como substrato.

Mas devo salientar: é a minha opinião. Eu optei por não usar, mas se você gosta e usa, ótimo. Todos temos que encontrar uma forma de cultivo que gostamos e facilita nossa vida.

Cultivo

Para o cultivo em fibra, é importante lavá-la bem com água de torneira. Depois deixe-a de molho por uma hora em uma solução de água sanitária (1/3 de copo para 8 litros de água – balde). Depois, enxaguar em água limpa. Isso ajuda a eliminar o excesso de substâncias tóxicas (tanino) e matar fungos e bactérias. É importante também colocar o substrato, com a planta, vaso, tudo junto, em um balde com água de torneira por 15 minutos. Assim serão eliminados os excessos de sais que podem queimar as raízes. É uma simulação do que acontece nas florestas, quando cai uma chuva torrencial.

Apresentação

Coco desfibrado: feito a partir de cocos que sobram da comercialização da água e são vendidos em estado rústico. Tem a vantagem de conter macro e micro nutrientes importantes para o crescimento e desenvolvimento da planta. É importante ter cuidado com o tanino presente na fibra (vide tratamento acima). Por outro lado, não retém muito adubo e é carente de nitrogênio. Não é recomendado para regiões frias e úmidas porque retém muita água e as raízes podem apodrecer.

Fibra de coco prensada: produto industrializado feito a partir do coco desfibrado. Pode ser encontrado em forma de vasos, pequenos cubos, bastões, placas ou fibras. Possui a vantagem de conservar a acidez em um nível bom para a absorção de nutrientes. Além disto, é muito absorvente, sendo ideal para regiões mais secas e quentes. Da mesma forma que o desfibrado, não retém muito adubo e é carente de nitrogênio. Ao absorver a água, aumenta um pouco de tamanho e se expande. Ao secar, volta ao seu volume original. Não é recomendado para regiões frias e úmidas porque retém muita água e as raízes podem apodrecer.

Lembre-se que o excesso de tanino pode queimar as raízes.

Referências

  • wikipedia.org
  • minhasorquideas.wordpress.com
  • aorquidea.com.br

Abraços!

Glossário do orquidófilo

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Nós, meros mortais, que nos aprofundamos no estudo da orquidofilia por hobby, normalmente (ou sempre) esbarramos em termos que até então não conhecíamos. São muitos os termos que, para aqueles que não são oriundos de uma área de formação relacionada à Biologia, acabam por confundir mais do que ajudar. Pensando nisto, eis um pequeno glossário voltado aos orquidófilos.

É simples, mas sempre ajuda.

Em tempo: este texto será atualizado constantemente.

A

  • Abaxial – face inferior ou dorsal das folhas;
  • Acume – ponta aguda e comprida;
  • Acuminado(a) – agudo(a), aguçado(a), pontiagudo(a); terminado(a) em, ou provido(a) de acume, folha terminando gradualmente em ponta;
  • Adaxial – face superior ou ventral das folhas;
  • Adnato – ligado a alguma coisa de que parece fazer parte, que nasce junto de; fusão de diferentes partes, como labelo e coluna;
  • Adsorção – adesão (fixação) de moléculas de um fluido (o adsorvido) a uma superfície sólida (o adsorvente);
  • Aecial – estado esporifico dos fungos destinado à multiplicação zigótica;
  • Agente polinizador – ave ou inseto que fecunda a flor;
  • Alba ou albina – variedade de flor branca, sem pigmentação, podendo ter nuances amarelos na fauce;
  • AM – “Award of Merit“, prêmio de mérito, segunda maior premiação dada pela American Orchid Society e outras sociedades orquidófilas a plantas com qualidade de flor avaliada entre 79,5 e 89,4 pontos;
  • Anamórfico – estado assexuado, conidial ou clonal dos fungos;
  • Androceu – conjunto dos órgãos masculçinos da flor, conjunto dos estames;
  • Antera – porção dilatada, sacular, que se acha no ápice do filete do estame e que encerra os grãos de pólen;
  • Antracnose – infecção fúngica caracterizada por manchas de coloração castanha-marrom, arredondadas ou irregulares, sobre as folhas ou pseudobulbos;
  • AOSAmerican Orchid Society, sociedade orquidófila dos EUA, com sede na Flórida, com mais de 550 sociedades afiliadas. Edita mensalmente a revista “Orchids“;
  • Apiculado – provido de apículo, ponta aguda, rija e curta;
  • Aquinada – diz-se das Cattleya e Laelia que apresentam as pétalas manchadas, lembrando a Cattleya intermedia var. Aquini;
  • Assimbiótico – processo de germinação de sementes, criado por Knudson em 1922, em laboratório, em que as sementes são introduzidas dentro de um frasco esterilizado contendo micronutrientes, onde não é necessária a presença do fungo micorriza, para germinar e se desenvolver. Quando bem executado, pode-se obter milhares de plantas com uma única cápsula de sementes.

B

  • Bainha – bráctea protetora que envolve, total ou parcialmente, o escapo floral, quando ainda em formação, protegendo-o até que o mesmo esteja em condições de irromper de seu interior. Também conhecida por espata;
  • Bifoliada – que apresenta duas folhas num só pseudobulbo;
  • Botão – a flor antes de desabrochar; pode ser usado também para a pequena saliência que nos vegetais dá origem a novos ramos, folhas ou flores;
  • Bráctea – folha geralmente modificada, em cuja axila nasce uma flor ou uma inflorescência;
  • Bulbo – na orquídea, o que chamamos de bulbo chama-se pseudobulbo, pois o bulbo na realidade é um órgão que na maioria das plantas, fica abaixo do solo;
  • Bulbo traseiro – um velho pseudobulbo, frequentemente sem folhas, simpodial, que ainda está vivo e pode ser usado para propagação de uma nova planta ecomo reserva de nutrientes para o restante da planta.

C

  • Cálice – invólucro exterior da flor periantada, composto por sépalas livres ou concrescidas/fundidas, total ou parcialmente;
  • Cápula – o fruto que contém as sementes das orquídeas, frequentemente com milhares e até mesmo milhões de sementes;
  • Catafilo – cada uma das duas folhas opostas de uma plântula, muitas vezes escamiformes e aclorofiladas, situadas acima dos cotilédones e abaixo das folhas propriamente ditas, mais simples que as folhas características da planta. As escamas de certas gemas, bulbos e rizomas também podem ser chamadas de catafilos;
  • Caule – parte de uma planta que suporta as folhas e as flores, com forma, organização e dimensões extremamente variáveis;
  • CBR – “Certificate of Botanical Recognition“, prêmio da AOS dado apenas uma vez a uma orquídea espécie quando é pela primeira vez apresentada em flor;
  • CCM – “Certificate of Cultural Merit“, prêmio da AOS dado ao cultivador de uma muito bem tratada planta de orquídea;
  • CHM – “Certificate of Horticultural Merit“, prêmio da AOS dado a uma espécie de interesse acima dos padrões dos cultivadores;
  • CITES – sigla de “Convention on International Trade in Endangered Species“, ou Convenção sobre Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Extinção, acordo internacional que relaciona as espécies de plantas e animais consideradas em perigo de extinção e as regras que controlam ou proíbem seu comércio;
  • Clamidosporo – célula especial rica em nutrientes e de paredes espessas produzida por algumas espécies de fungos, destinada a resistir a condições ambientais adversas;
  • Cleitogamia – polinização que ocorre antes da flor desabrochar;
  • Cleistogâmica – flor que realiza autopolinização, sem estar aberta inteiramente;
  • Clone – todas as diversas manifestações vegetativas (divisões, propagação meristemática, etc…) de uma única planta de orquídea, cultivada originalmente de uma só semente;
  • Coalescência – junção de várias manchas ou lesões, normalmente fúngicas, formando uma área maior e contínua;
  • Colo – parte da planta situada entre a haste principal e as raízes, no nível do solo;
  • Coluna – nas orquídeas, estrutura constituída pelo concrescimento de filetes e estigmas. Orgão sexual, localizado na parte superior do labelo, podendo ou não ser envolvida por este. Órgão que se projeta do centro da flor da orquídea e que é o resultado da fusão dos órgãos, masculino (estame) e feminino (pistilo). É uma importante característica para a identificação das orquídeas;
  • Conidial – estado assexuado, anamórfico ou clonal dos fungos;
  • Coriáceo – de consistência e aspecto semelhante de couro;
  • Coroa – a parte central da roseta de folhas de uma orquídea monopodial, como Phalaenopsis, da qual novos brotos se elevam;
  • Corola – invólucro floral, por dentro do cálice, geralmente a parte mais vistosa das flores, de cores variadas, formada por um ou mais segmentos livres ou concrescidos, as pétalas;
  • Cromossomo – corpúsculo em que se divide o núcleo celular no curso da mitose; cada espécie vegetal ou animal possui um número constante de cromossomos, que transmitem os caracteres hereditários de cada ser e constituem unidades definidas na formação do novo ser;
  • Cruzamento – a progênie que resulta da transferência de pólen de uma planta para a flor de outra; o ato em si;
  • Cultivar – em orquídeas, uma planta específica cultivada de uma única semente; deve ser designada com aspas simples em seu nome. Ex.: Cattleya labiata var. ametistina ‘Canoinha’;
  • Cultura de tecidos – técnica de laboratório que consiste em fazer novas plantas mediante propagação de tecidos meristemáticos; micropopagação meristemática, merismática.

D

  • Decídua – diz-se da planta cujas folhas caem em certa época do ano ou após amadurecimento, com novas brotações após um período de repouso;
  • Descanso hibernal – descanso vegetativo da planta;
  • Diandras – planta que apresenta dois estames no androceu da flor;
  • Diplóide – planta com duas séries cromossomas, também conhecida como 2N;
  • Divisão – forma de obter novas plantas pelo corte do rizoma de uma orquídea simpodial (ex. Cattleya) em partes contendo pseudobulbos e rizomas, com gemas vivas, ou corte de uma parte superior do tronco de uma orquídea monopodial (ex. Vanda);
  • DOG – “Deutsche Orchideen Gesellschaft“, Associação Alemã de Orquídeas, que atribui, em ordem de valor, medalhas de ouro (GM), prata (SM) e bronze (BM) às plantas julgadas;
  • Dormência – um período de entorpecimento e repouso durante o qual não ocorre crescimento vegetativo, comumente após um período de crescimento ou a perda de folhas; normalmente requer temperaturas mais baixas e menos água.

E

  • Ectoparasita – parasita que se situa na parte externa do hospedeiro;
  • Ensiforme – em forma de espada;
  • Epífita – diz-se de uma planta que vive sobre outra, mas sem parasitá-la, ou seja, sem retirar dela nutrientes, que lhe são providos pela chuva, pelo ar e detritos disponíveis. Pode viver sobre outros tipos de suporte. Que vive sobre árvores usando-as apenas como hospedeiro; Ver post sobre orquídeas epífitas clicando aqui;
  • Equitante – diz-se das folhas conduplicadas quando as mais velhas envolvem as mais novas da mesma gema ou do mesmo broto (a palavra vem do latim equitare, cavalgar, montar sobre), como no conhecido Oncidium equitans, agora renominado como Tolumnia, ou na Maxillaria equitans (ex Marsupiaria matogrossensis);
  • Escapo floral – inflorescência;
  • Esfagno – musgo de água e que é um ótimo substrato para o desenvolvimento de plantas mais novas, pois ele mantém umidade por mais tempo e geralmente não produz fungos; Ver post sobre esfagno clicando aqui;
  • Espata – bráctea protetora que envolve total ou parcialmente, o escapo floral, quando ainda em formação, protegendo-o até que o mesmo esteja em condições de irromper de seu interior. Também conhecida como bainha. Bráctea que fica na base de uma inflorescência, em geral membranosa, que protege a flor em botão;
  • Espécie – conjunto de plantas ou outros seres vivos muito semelhantes que parecem ter um ancestral tão próximamente relacionado que suas características definitivamente os separam de qualquer outro grupo; várias espécies formam um gênero. Indivíduo representativo de uma classe, de um gênero, de uma espécie, etc; pode indicar também a espécie que tipifica um gênero;
  • Espermogonio – órgão produtor dos gametas sexuais masculinos;
  • Esporos – formação geralmente unicelular e uninuclear, capaz de germinar em condições determinadas, reproduzindo, vegetativa ou assexuadamente, o indivíduo que o formou; propágulo dos fungos;
  • Estame – órgão masculino da flor, onde se encontram a antera e os sacos polínicos, que encerram os grãos de pólen;
  • Estigma – cavidade existente na parte inferior da coluna, embaixo da antera, preenchida de uma substância gelatinosa, que recebe as políneas para a fertilização (parte feminina da flor);
  • Estômato – estrutura microscópica existente na epiderme das folhas e caules, constituída basicamente de duas células que se afastam e se aproximam, permitindo uma abertura pela qual se efetuam trocas gasosas entre a planta e o meio e absorção de água ou sua exsudação.

F

  • Fauce – extremidade do tubo do labelo. Abertura do tubo da corola, do labelo em orquídeas;
  • FCC – “First Class Classification”, o mais alto prêmio para qualidade de flor dado pela AOS, para plantas avaliadas entre 89,5 e 100 pontos. Este prêmio surgiu na RHS, que o mantém até hoje;
  • Ferrugem – infecção causada por determinados fungos, caracterizados por altas taxas de reprodução; no herbário do Instituto Biológico de S.Paulo existem mais de 11.000 espécies de ferrugens coletadas no Brasil;
  • Filiformes – em forma de fios;
  • Fimbriado – em forma de franja, principalmente com relação a segmentos finamente recortados;
  • Flabelado – em forma de leque; flabeliforme;
  • Flâmea, Flameada – diz-se da flor que apresenta as pétalas coloridas, da cor de chama, imitando o labelo; é um tipo de pelória;
  • Flor – órgão da planta adaptado à reprodução sexuada em que o pólen proveniente da parte masculina (estame) que é transferido para o ovário da parte feminina (pistilo ou estigma) para que se dê a fecundação e surjam então as sementes;
  • Florífera – diz-se de planta que floresce frequentemente;
  • Folha “terete” – folhas ‘terete’ são folhas cilíndricas e engrossadas, com aparência tipo uma cebolinha, para colocar em termos práticos. São uma adaptação comum ao xerofitismo (adaptação a áreas secas = xericas). Em plantas como Brassavola e Leptotes ainda ha um sulco na folha, equivalente ao sulco central em Cattleyas, Laelias etc… Outras espécies, como por exemplo Papilionanthe teres (ex Vanda teres), muito cultivada no Brasil, são completamente cilíndricas, sem qualquer evidencia de sulco (Cássio Van Den Berg);
  • Fonte de inóculo – tecidos ou órgãos de plantas sobre os quais os fungos produzem propágulos de disseminação e dispersão;
  • Forma lepto – ferrugem que produz teliosporos hialinos os quais germinam sem qualquer período de repouso;
  • Fotosíntese – síntese de materiais orgânicos a partir de água e gás carbônico, quando a fonte de energia é a luz, cuja utilização é mediada pela clorofila;
  • Frasco – vasilha, normalmente de vidro transparente, usado para germinação de sementes ou micropropagação de meristemas de orquídeas (e outras plantas) em laboratório;
  • Fusiforme – com a forma de fusos (bobinas), como alguns pseudobulbos.

G

  • Garganta – a parte mais interna de um labelo tubular de orquídea;
  • Gênero – subdivisão de uma família que agrupa espécies muito próximas. O nome do gênero vem em primeiro lugar na designação latina de uma planta. Um conjunto de orquídeas ou outros seres classificados juntos porque apresentam características similares e um presumível ancestral comum; há cerca de 900 gêneros naturais de orquídeas e cerca de 600 outros intergenéricos, poucos nativos, a maioria feitos pelo homem;
  • Gineceu – a parte feminina da flor; conjunto de pistilo, que por sua vez é formado de ovário, estilete e estigma;
  • Ginostêmio – órgão central, em forma de coluna, das flores das orquídeas, constituído pela junção do estame e do pistilo;
  • Grex – termo usado para referir toda a progênie de um específico cruzamento.

H

  • Habitat – lugar onde um determinado organismo vive ou habita;
  • Haste – parte da planta que sustenta alguma outra;
  • Haste floral – longo ramo desprovido de folhas que parte da base da planta e é guarnecido de flores;
  • HCC – “Highly Commended Certificate”, Certificado de Altamente Recomendável, o menor dos três prêmios para qualidade de flor dados pela AOS, para plantas avaliadas entre 74,5 e 79,4 pontos;
  • Herbário – coleção de espécimes de plantas que passaram por um processo de prensagem e secagem, ordenadas de acordo com um determinado sistema de classificação e disponíveis para referências e outros fins científicos;
  • Hialino – destituído de cor, transparente;
  • Híbrido – a progênie (descendência) resultante da união de duas diferentes espécies (o que seria um híbrido primário), ou de uma espécie e um híbrido, ou de dois híbridos (um híbrido complexo). É o resultado do cruzamento entre espécies, subespécies ou outros híbridos, dando origem a uma nova planta que apresenta a junção das características dos pais que a geraram;
  • Híbrido natural – aquele que ocorre na natureza, sem interferência do homem;
  • Hifas – qualquer filamento de um micélio;
  • Higrófito – vegetais adaptados à vida em ambientes de elevado grau de umidade.

I

  • In situ – locução latina que significa “no lugar”;
  • In vitro – cultivo assinbiótico, em meio estéril (sem o fungo micorríza);
  • Inflorescência – qualquer sistema de ramificacão (racimo, panícula ou escapo) terminado em flores. Cacho ou espiga agrupando flores;
  • Intergenérico – cruzamento entre dois ou mais gêneros, resultando um híbrido intergenérico.

J

  • JC – “Judges’ Commendation”, recomendação dos juízes, prêmio dado pela AOS para planta especial e/ou para flores muito características;
  • JOGA – “Japanese Orchid Growers Association”, Associação Japonesa dos Cultivadores de Orquídeas, que reúne orquidófilos do Japão.

K

  • Keiki – são plântulas que emergem nas hastes florais ou mesmo na base de determinados gêneros, como Phalaenopsis e Dendrobium, inicialmente com folhas e raízes, que, com determinado tamanho, podem ser retiradas e replantadas, constituindo uma nova planta. A palavra tem origem no Havaí e se pronuncia “quêiqui”.

L

  • Labelo – é a terceira, a maior e mais colorida pétala de uma flor de orquídea, modificada pela evolução num labelo (com a forma de lábio) quase sempre um atrativo campo de aterrissagem para polinizadores;
  • Lanceolada – folha larga no meio, atenuando-se para as extremidades, em forma de lança;
  • Linear – folha estreita com bordas paralelas;
  • Litófita, litófila – orquídea ou outra planta que cresce ou se desenvolve sobre rochas; rupreste, rupícola; Ver post sobre orquídeas rupícolas aqui;
  • Lobo, lóbulo – recorte pouco profundo e arredondado;
  • Lobos laterais – os dois lobos de cada lado do lobo central de um labelo trilobado;
  • Lumem, lux – unidades de medida de intensidade luminosa.

M

  • Mandaiana – diz-se da variedade de Laelia purpurata que não apresenta estrias na fauce, normalmente de cores suaves no labelo;
  • Mericlone – uma cópia exata de uma orquídea, salvo alterações genéticas, feita em laboratório pela técnica de propagação de tecidos meristemáticos; como um cultivar, deve ter seu nome escrito entre aspas simples;
  • Meristema – divisão clonal de uma planta, também chamada micropropagação ou cultura de tecido. Para utilizar este método, necessita-se de um ótimo microscópio esteroscópio para facilitar a propagação do núcleo meristemático da orquídea. A escolha da planta é fundamental para iniciar este método. Tecido que se caracteriza pela ativa divisão de suas células e que produz as novas células necessárias ao crescimento da planta; ex. gemas, pontas de raiz e outros. Pode ser usado como sinônimo de mericlone;
  • Meristemagem – técnica de laboratório que consiste em fazer novas plantas mediante propagação de tecidos meristemáticos; micropopagação meristemática, merismática;
  • Micélio – talos dos fungos, composto de filamentos, ditos hifas, destituídos de clorofila;
  • Micorriza – fungo que vive em simbiose com vários tipos de plantas, geralmente em suas raízes e que ajuda na conversão de alimento das plantas, existe em grande quantidade na raiz das orquídeas e além da conversão, esteriliza a semente propiciando as condições necessárias a sua germinação e desenvolvimento até chegar a um tamanho em que possa se desenvolver sozinha. Associação íntima de raízes de uma planta com as hifas de determinados fungos, necessária à germinação simbiótica de sementes de orquídeas;
  • Microcíclica – ferrugem de ciclo curto que produz somente espermogônios e teleosporos ou apenas teleosporos;
  • Microesclerócio – grupo de células ou de hifas enoveladas, formando um corpúsculo compacto, produzido por certas espécies de fungos, destinado a resistir a condições ambientais adversas;
  • Mitose – divisão celular em que o núcleo forma cromossomos e estes se bipartem, produzindo dois núcleos filhos com o mesmo patrimônio original;
  • Monofoliada – que apresenta apenas uma folha por pseudobulbo;
  • Monandra – diz-se da planta que apresenta um só estame no androceu da flor;
  • Monopodial – crescimento da planta somente na direção vertical. Tipo de ramificação em que o eixo principal mantém-se retilíneo e uniforme, gerando ramos menores que ele; ex. Vanda, Phalaenopsis, etc;
  • Multiflora – que apresenta muitas flores; multifloral.

N

  • Néctar – líquido açucarado que as orquídeas e outras plantas segregam em várias partes, denominadas nectários;
  • Nectário – estrutura glandular que produz néctar, podendo ser de diversos tipos, localizados na flor (nectários florais) ou fora delas (nectário extraflorais);
  • Nematóide – verme cilíndrico que apresenta espécies capazes de parasitar plantas;
  • Nidoepífitas – Esse termo foi inventado por Hoehne ao descrever as espécies que desenvolveram uma combinação específica de raízes; a Miltonia cuneata é um ótimo exemplo. Crescem nos topos dos troncos das árvores, depois da bifurcação principal, produzem raízes finas;
  • – um ponto de junção ou encaixe, numa inflorescência, caule ou pseudobulbo, de onde podem emergir uma haste floral, folhas ou mesmo raízes; o espaço entre dois nós consecutivos é chamado de entrenó;
  • Nomenclatura – vocabulário de nomes; Ver post sobre nomenclaturas das orquídeas clicando aqui, aqui ou aqui;
  • Nomenclatura binominal – expressão de dois nomes, em latim ou grego latinizado, método científico de nominar seres existentes, com o primeiro termo (com inicial maiúscula) um substantivo significando o gênero e o segundo um adjetivo (com inicial minúscula) significando a espécie. Deve ser grafado em itálico. Ex.: Homo sapiens, Canis domesticus, Cattleya labiata, Tyrannosaurus rex.

O

  • Oblongo – folha com base e ápice arredondados;
  • Obtuso – folha terminando num vértice arredondado;
  • Orquidácea – Provavelmente a família com o maior número de plantas. Algumas epífitas, outras rupícolas e as terrestres, rizomatosas na sua maioria;
  • Ovário – a parte do pistilo que contém óvulos;
  • Ovóides – de forma oval;
  • Óvulo – unidades contidas no ovário, a célula ovo que se transforma na semente.

P

  • Panduriforme – que tem formato de viola ou violino. Ex. Coelogyne pandurata;
  • Panícula – inflorescência do tipo cacho composto, em que os ramos vão crescendo da base para o ápice, assumindo uma forma aproximadamente piramidal;
  • Patógeno – organismo que tem a habilidade de produzir doenças;
  • Pedicelo – haste que suporta uma flor (e mais tarde um fruto) numa inflorescência; o mesmo que pedúnculo;
  • Pelória – anomalia vegetal, comum nas orquídeas, em que uma flor zigomorfa (com um só plano de simetria, simetria bilateral) mostra tendência a se tornar actinomorfa (com várias simetrias radiadas, ou seja, que permite sejam traçados vários planos de simetria); ex. típico: Cattleya intermedia var aquini;
  • Pelórico – que apresenta pelória; peloriado;
  • Pétala – segmento que compõe a corola, invólucro floral por dentro do cálice; podem ser livres ou concrescidas e geralmente formam a parte mais vistosa da flor, com cores as mais variadas; em orquídeas, os três segmentos que se posicionam entre as três sépalas, um deles modificado como labelo;
  • Picnídeo – estrutura globosa e microscópica onde são produzidos os esporos de alguns fungos;
  • Plântula – pequena planta recém-nascida; uma orquídea nova, que ainda não floriu; seedling;
  • Polínias ou políneas – grãos de pólen ou massa de consistência gelatinosa, cerosa ou granulosa (parte masculina da flor). Políneas ou polínias são as massas agrupadas de pólen comuns nos grupos mais avançados de orquídeas. São geralmente associadas a outras estruturas peculiares de orquídeas. Na ponta da coluna você encontra as anteras como uma ‘cápsula’ branca com pequenas subdivisões ‘caixas’ dentro das quais se formam as polínias. Ao conjunto de polínias chamamos polinário. Em Cattleya e Laelia ha um pequeno apêndice, amarelo, originado do tecido das polínias, que se chama ‘caudículo’ e que adere ao inseto polinizador. Em outros grupos tais como Oncidium, Catasetum, Zigopetalum, Stanhopea, Maxillaria, Vanda, Phalaenopsis etc. estas caudículas são quase inaparentes e há uma estrutura diferente, como uma pequena haste alongada, geralmente branca e originada de tecido da Coluna e não da Polínia… Este é chamado estipe. Na sua extremidade oposta as polínias freqüentemente ha um outro tecido aderente, que é chamado viscidio e ajuda a esta estrutura toda (polinário + estipe + viscidio) aderir ao polinizador. Grupos mais primitivos, tais como Sobralias, Epistephium e Cleistes e muitas outras terrestres tem o pólen granuloso ou farináceo e mais ou menos solto, ao invés de agrupados em massas (Cássio Van Den Berg);
  • Pólen – espécie de fina poeira que esvoaça das anteras das plantas floríferas e cuja função é fecundar os óvulos, representando, assim, o elemento masculino da sexualidade vegetal;
  • Poliplóide – planta com um número de séries de cromossomas maior que dois e que normalmente apresenta flores com ganho de tamanho e forma;
  • Propagação vegetativa – a criação de novas plantas mediante divisão (corte) formação de keikis, ou métodos meristemáticos, mas não por semente;
  • Propágulo – qualquer estrutura, conjunto de células ou mesmo gemas especiais que servem à propagação ou multiplicação vegetativa de uma planta; organela de reprodução;
  • Pulverolento – coberto ou cheio de pó; semelhante a pó;
  • Parasita – vegetal que suga a seiva de outro vegetal, o que não acontece com as orquidáceas;
  • Protótipo – original, modelo exemplar mais perfeito;
  • Pseudobulbo – bulbo ou parte da planta, que armazena água e substâncias nutritivas.

R

  • Racimo – inflorescência indefinida na qual as flores são pedunculadas e se inserem no eixo a distância considerável umas das outras; o mesmo que racemo ou cacho;
  • Raiz – órgão de fixação do vegetal ao solo ou onde esteja ancorado, por onde retira água e nutrientes, com variáveis morfologias interna e externa; no caso das orquídeas epífitas, as raízes não absorvem nutrientes dos hospedeiros;
  • Raiz nua – método para despachar uma orquídea, retirada do vaso e com as raízes limpas de substrato;
  • Raízes aéreas – que se desenvolvem no ar, emitidas por caules aéreos. Sua funções são freqüentemente, a de segurar a planta a árvores ou a outros suportes e a de absorver unidade do ar;
  • Reniforme – com a forma de rim;
  • Ressupinado – órgão ou segmento vegetal que está invertido em relação à posição normal; em orquídeas, aquelas flores cujos labelos estão posicionados para baixo em relação ao eixo da inflorescência;
  • Ressupinar – ato ou efeito de tornar ressupinado; no caso da grande maioria das orquídeas, o labelo está voltado para cima dentro do botão da flor;
  • Ressupinação – movimento que a flor faz, de até 180º, antes de abrir-se, colocando o labelo em posição horizontal;
  • RHS – “Royal Horticultural Society”, a Real Sociedade Horticultural, que reúne orquidófilos e cultivadores de outras plantas no Reino Unido e que mantém hoje o registro de híbridos de orquídeas, talvez a única família botânica com a grande maioria de seus híbridos registrados;
  • Rizoma – caule carnudo da planta que une os pseudobulbos. Pode estar no subsolo ou na superfície do solo nas espécies terrestres, ou ainda nas epífitas que ficam na superfície da casca da árvore. Caule que se desenvolve horizontalmente, sobre o solo ou substrato, de onde emergem os pseudobulbos das orquídeas simpodiais;
  • Rostelo – parte estéril do estigma das orquídeas que se projeta em ponta;
  • Rupestre – orquídea ou outra planta que nasce ou se desenvolve sobre rochas; litófila, rupícola;
  • Rupícola – orquídea ou outra planta que nasce ou se desenvolve sobre rochas; litófila, rupestre; ex. Laelia rupícolas. Planta que vegeta sobre as pedras. Veja também sobre litófitas. Ver post sobre orquídeas rupícolas aqui.

S

  • Saprófita – planta que retira o alimento de organismos mortos. São raríssimas. A primeira orquídea foi coleta em 1928 na Austrália, trata-se da Rhizanthella gardneri; Ver post sobre orquídeas saprófitas aqui;
  • Saprófito – organismo que vive da matéria orgânica morta;
  • Seedling – planta nova. Período que varia do nascimento da semente, até à 1ª floração. Plântula, uma orquídea nova ainda não florida;
  • Self – orquídea obtida pela fertilização da mesma flor, aplicando-se o seu pólen sobre o próprio estigma;
  • Semi-alba – variedade de orquídea com pétalas e sépalas brancas e labelo colorido;
  • Sépala – segmentos que compõem o invólucro exterior (cálice) da flor periantada, podendo ser livres (cálice dialissépalo), como em Cattleya, ou fundidos total ou parcialmente em uma só peça (cálice gamossépalo), como em Paphiopedilum, Masdevalia e outras;
  • Sépala dorsal – aquela que se posiciona na parte superior da orquídea;
  • Sépala lateral – aquelas duas que se apresentam nos lados, apontando para baixo, formando um triângulo com a sépala dorsal, na maioria das orquídeas;
  • Septo – parede que separa os segmentos das hifas ou de esporos dos fungos;
  • Sibling – orquídea resultante de um cruzamento selecionado de plantas da mesma sementeira;
  • Simbiose – processo de propagação das plantas, na natureza, em que o embrião das sementes, é atacado pelo fungo micoriza, que vive em simbiose nas raízes. Esse fungo transforma a água, o ar e os detritos que são depositados nas raízes, em elementos nutritivos para que as sementes germinem;
  • Simbiótico – processo de propagação das plantas na natureza em que o embrião das sementes é atacado pelo fungo micorriza;
  • Simpetalia – fenômeno de concrescimento de pétalas em maior ou menor extensão;
  • Simpodial – crescimento da planta em dois sentidos(horizontal e vertical). Tipo de ramificação lateral em que o eixo não prevalece, sendo substituído por outro ramo, que, posteriormente, será substituído por outro, horizontalmente, de forma mais irregular que na ramificação monopodial; no caso das orquídeas, o tipo de crescimento dos rizomas que, após crescimento de um pseudobulbo e sua floração, abrem uma gema na base do pseudobulbo e iniciam novo crescimento, sempre seguindo horizontamente, em frente ou irregularmente;
  • Sinsepalia – fenômeno de concrescimento de sépalas em maior ou menor extensão;
  • Sistêmico – assim são chamados os inseticidas, fungicidas e outros pesticidas que, quando aplicados, são absorvidos pelas folhas e vegetações, atuando de dentro da planta;
  • Sphagnum – musgo d’água (ótimo substrato, por manter a umidade por mais tempo) e não proliferar fungos; Ver post sobre sphagnum aqui;
  • Substrato – material onde se plantam as orquídeas o meio, o material ou mistura de materiais usado para se plantar uma orquídea, envolvendo suas raízes e onde essas podem se desenvolver adequadamente; no Brasil, são mais comuns o xaxim em fibra (raízes de samambaia), esfagno (musgo), coxim (fibras de coco), cascas de pinhos e outras madeiras, piaçava ou piaçaba (fibras de folhas de determinadas palmeiras) pedaços de carvão, cascalho fino, etc. Para orquídeas terrestres e rupícolas há outros substratos, que incluem terra, areia, compostos orgânicos etc. Ver minhas postagens sobre substrato clicando aqui;

T

  • Teleosporo – tipo de propágulo (esporo) dos ficomicetos que possui a capacidade de se movimentar na água;
  • Terete – folhas ‘terete’ são folhas cilíndricas e engrossadas, com aparência tipo uma cebolinha, para colocar em termos práticos. São uma adaptação comum ao xerofitismo (adaptação a áreas secas = xericas). Em plantas como Brassavola e Leptotes ainda ha um sulco na folha, equivalente ao sulco central em Cattleyas, Laelias etc… Outras espécies, como por exemplo Papilionanthe teres (ex Vanda teres), muito cultivada no Brasil, são completamente cilíndricas, sem qualquer evidencia de sulco. Que tem forma cilíndrica, redonda; teretiforme;
  • Tereticaule – que tem caule cilíndrico. Ex. Vanda teres, hoje reclassificada como Papilionanthe teres;
  • Teretifoliado – que tem folhas de seção circular;
  • Terrestre – plantas que vegetam na terra, em orquídeas, aquelas que vivem no solo ou no pouco substrato, normalmente detritos vegetais, sobre o solo;Ver post sobre orquídeas terrestres clicando aqui;
  • Tetraplóide – planta com quatro séries de cromossomas, também conhecida como 4N e que normalmente apresenta flores com ganho de tamanho e forma;
  • Triplóide – planta com três séries de cromossomas, também conhecida como 3N e que dificilmente pode ser cruzada;
  • Túnica – invólucro exterior livre, membranoso ou fibroso, que envolve vários tipos de bulbo.

U

  • Unguiculado – de forma semelhante à unha;
  • Unifoliada – que apresenta apenas uma folha por ramo ou, em orquídeas, no pseudobulbo;
  • Urediniosporo – esporo clonal ou assexual das ferrugens.

V

  • Variedade – uma subdivisão de uma espécie que agrupa plantas com uma forma diferenciada que se transmite à progênie;
  • Vaso coletivo – muitas plântulas, ou “seedlings”, plantadas junto num único vaso, antes de atingir um tamanho que permita serem replantadas individualmente;
  • Velame – células de paredes espessadas e cheias de ar, absorventes, que envolvem as raízes das orquídeas epífitas e que têm um papel protetor e também de reservatório de água; velâmen;
  • Viscoso – que tem visco, que é pegajoso, grudento; o mesmo que visguento e víscido;
  • Virasole – produto utilizado para eliminar vírus em orquidáceas, segundo Malavolta (Instituto Botânico do Estado de São Paulo).

X

  • Xaxim – tronco de determinadas samambaias arborescentes, cuja massa fibrosa é utilizada como substrato para cultura de orquídeas e outras plantas. Ver post sobre xaxim clicando aqui;
  • Xerófito – vegetais adaptados, morfológica ou fisiologicamente, à vida em ambientes secos.

Referência

  • damianus.bmd.br

Abraços!

O vaso ideal para sua orquídea

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Depois de tanto falar sobre substratos é hora de falar um pouco sobre qual vaso é o mais indicado para sua orquídea, afinal, são assuntos complementares.

Antes de mais nada, se você perdeu a série sobre substratos, que tal dar uma olhada nos links abaixo?

Fatores que influenciam a escolha de um vaso

Beleza? Preço? Bom, depende muito de onde você quer chegar. Se você considerar estes fatores antes de considerar a espécie, o clima, o substrato e a praticidade, talvez você esteja pensando de forma errada.

É importante, antes de mais nada, conhecer a espécie que você irá cultivar ou transplantar para saber o tipo de substrato que irá utilizar (artigos citados acima) e o clima da região que você vive, para saber como irá tratar a umidade do vaso. Em um segundo plano, o tempo de dedicação que você irá dispor à sua coleção também é importante. Eu explico: se você não tiver tanto tempo disponível, talvez prefira vasos que, em conjunto com o substrato, irão manter sua orquídea em condições ideais por mais tempo. Em outras palavras, irá manter a umidade por mais ou menos tempo.

Tamanho dos vasos

– Ah, vou plantar em um vaso bem grande e não precisar replantá-la mais.

Errado. Sabem, eu pensava assim também. Ledo engano.

Antes de mais nada, quanto maior o vaso, mais substrato você irá usar. Normalmente este material não é barato, se você usar um de qualidade. Se você vai se tornar colecionador de quantidade, ira ser muito, mas muito caro.

Se você pensa que assim irá passar um longo período sem replantá-la, você corre riscos. Os substratos que utilizamos hoje tem validade. Substratos antigos podem liberar elementos em uma quantidade danosa à planta e/ou ter uma alteração significativa de pH, também prejudicial à planta. A não ser que você efetue o plantio em pedra, claro. Mas lembre-se que mesmo assim você deverá ter cuidados com o acumulo de sais.

Com o vaso maior, a planta terá mais dificuldades na fixação física e na absorção de elementos da adubação. Das duas uma: com as raízes mais espaçadas, o aproveitamento será menor. Se o orquidófilo compensar com mais adubo, irá perder dinheiro com o excesso de adubo e ainda correrá o risco de intoxicar a planta.

O ideal é sempre replantar sua orquídea em um vaso um pouco maior do que a planta em si. Mas apenas um pouco maior. Vamos analisar as imagens abaixo:

Vaso que ainda não precisa de replante

No exemplo acima temos algumas plantas. Apesar de parecer que elas necessitam de mais espaço, ainda é possível que elas passem outra temporada nos vasos onde elas se encontram. Claro, se o substrato estiver apto para mais este tempo sem o replante.

Esta sim parece que precisa de um vasinho maior 🙂

Nesta imagem notamos que as raízes estão saindo do vaso, inclusive com partes aéreas. Neste caso o replante é quase uma obrigação. Orquídeas gostam de ficar apertadas nos vasos, mas aí já é um exagero.

Qual modelo usar?

Existem vários tipos de vasos, vou comentar sobre os mais comuns.

Plástico

Amplamente usado pelos comerciantes, tem a característica de reter mais a umidade, sendo indicado para regiões secas e quentes. É de fácil reutilização, bastando lavá-lo e esterilizá-lo. Por outro lado, é um vaso leve, que necessita de uma camada de brita (ou materiais equivalentes) para efetuar a drenagem e manter ele firme no lugar.

Existem vasos plásticos construídos com material transparente. Estes tem a vantagem de permitir que a luz chegue às raízes. Este modelo é recomendado para as Phalaenopsis, pois elas fazem fotossíntese pelas raízes. Os modelos mais comuns – não transparentes – podem ser usados com Cattleyas, Dendrobiuns e Oncidiuns.

Caso você opte por este modelo e necessite que ele não retenha tanta umidade, você poderá fazer furos na lateral do vaso.

Particularmente, eu não gosto. Acho que não combinam muito com o ar de naturalidade que as orquídeas trazem ao ambiente que se encontram. Só utilizo em último caso. Ou quando ainda não replantei determinada planta.

Cerâmica

Normalmente encontramos os vasos de cerâmica já com os furos laterais, direcionado a quem cultiva orquídeas. É de secagem rápida, sendo indicada para ambientes mais úmidos. Caso você opte por este vaso, terá que observar mais suas plantas para evitar que elas sofram com longos períodos de seca.

Para reutilizá-lo é mais complicado, pois deverá ser bem lavado (esfregado mesmo!) e esterilizado, pois como é poroso, tende a acumular mais impurezas em suas laterais. Antes do plantio, é interessante colocá-lo submerso para que absorva bem a água. Desta forma, quando você plantar sua orquídea, ele não irá puxar a umidade da planta, conservando-a hidratada por mais tempo.

Por ser mais pesado e de secagem rápida, não necessita de uma camada de pedras no fundo. Mesmo assim eu costumo a colocar algumas, dependendo da planta. Particularmente gosto bastante deste tipo. A maioria das orquídeas que tenho em vasos estão em vasos de cerâmica. É um bom vaso para Cattleyas.

Cachepot

Suas características são semelhantes ao vaso de cerâmica, por ser um vaso aberto e de secagem rápida. Aliás, suas recomendações de uso e de reutilização são praticamente as mesmas. O que irá mudar mesmo é a planta que você irá colocar nos cachepots. Eles são amplamente utilizados para o cultivo de Vandas, Renantheras e Ascocendas, por causa do substrato. Aliás, por causa da ausência dele!

Normalmente ficam pendurados, fornecendo boa aeração. É importante fixar bem o material que você utilizará para pendurá-los para que não aconteçam surpresas com suas orquídeas.

Aqui em casa utilizo os cachepots para minhas Masdevallias e Draculas. Aparentemente, elas tem gostado bastante!

Fibra de coco

Não vou me estender muito sobre vasos de fibra de coco. Não gosto muito deste material. Como está no mercado, não posso deixar de comentar algo sobre ele. Suas características se encaixariam em um vaso intermediário entre o de plástico e o de cerâmica. Ele não retém tanta umidade quanto o de plástico, mas possui esta característica. É leve, neutro e permite certa aeração das raízes. A reutilização dele é mais complicada, visto que a esterilização é complexa, se houver um meio de realizá-la.

Existem outras formas de vasos que não abordei aqui. Por exemplo, muitas pessoas cultivam Catasetums em garrafas PET. Como não é um cultivo que tenho experiência – aliás, matei todos nas minhas PET’s – prefiro ainda não emitir uma opinião a respeito. Outros cultivam em árvores ou em tocos. As possibilidades são infinitas. Basta criatividade e um pouco de conhecimento, você poderá utilizar muitos materiais!

Referências

  • rv-orchidworks.com
  • orchidstocoffee.blogspot.com
  • cynthiablanco.blogspot.com.br
  • blog.morumby.com.br

Abraços!

Classificação das orquídeas por habitat

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Nas últimas semanas vocês acompanharam aqui no orquideas.eco.br uma série de artigos mostrando – ou pelo menos tentando mostrar – como as orquídeas são divididas de acordo com o lugar onde vivem.

Bom, são tantas palavras complicadas como dendrícolas, epífitas, humícolas, litófitas, petrófitas, rupestres, rupícolas, saprófitas, saxícolas. No fim, conseguir chamar alguma de terrestre dá até um certo alívio, afinal, é uma palavrinha mais comum. Enfim, resumindo toda esta salada de letrinhas, apresento a vocês quatro artigos explicando e mostrando as diferenças entre cada uma destas classificações, organizando as orquídeas de acordo com seu habitat:

Vale lembrar que algumas espécies podem viver em mais de um ambiente. Sim, elas também se adaptam e podem realizar algumas peripécias para sobreviver. Tudo que escrevi é uma visão muito ampla do assunto. Se formos entrar mais a fundo, talvez seja necessário mais que simples artigos. Um livro seria o ideal, para ser mais exato.

Enfim, espero que estas informações ajudem a vocês a escolher e cuidar melhor de suas plantinhas.

Fiquem ligados que outra série já está saindo do forno!

Classificação das orquídeas por habitat: as rupícolas, litófitas ou rupestres

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Orquídeas em pedras. Pera lá, pode isto?

Sim! E se você pensa que isto é coisa de ficção científica, saiba que você pode estar mais perto destas belezas do que imagina.

Orquídeas litófitas, saxícolas, rupícolas, petrófitas ou ainda rupestres (ufa!) são plantas que crescem diretamente sobre rochas. Bom, na verdade não é bem sobre elas, mas sim em suas rachaduras ou em lugares onde haja o acúmulo de matéria orgânica e umidade. É um ambiente extremamente inóspito, fazendo com que apenas plantas especializadas consigam o feito de se desenvolver plenamente em lugares assim. Por que? Obviamente, um ambiente assim não é um centro de excelência no fornecimento de nutriente a uma planta. Por isto, uma orquídea rupícola normalmente não é uma planta de grandes proporções.

O grande barato destas orquídeas (e outras plantas rupícolas) é que elas dependem muito da composição rochosa abaixo delas. Em um ciclo comum, temos uma rocha colonizada por aquilo que chamamos de litófitas primárias, como os musgos. Estas litófitas irão instalar-se sobre rochas que, por consequência de sua forma, acumulam minerais e matéria orgânica. Desta forma, acabam permitindo a instalação de outras espécies maiores, como orquídeas e bromélias.

Você pensa que a dureza acabou? Não, veja só como pode ser ainda mais complicado. Levando-se em consideração que estas orquídeas vivem sobre as rochas elas estão, em sua grande maioria, sob Sol pleno. Para sobreviver, protegem suas raízes colocando-as sob a matéria orgânica onde se encontra. Porém isto não é uma unanimidade, pois não é difícil encontrar orquídeas vivendo sobre rochas que atingem temperaturas bem mais altas e ver que todo este calor não danifica a planta e suas raízes. Como regra geral, formam touceiras compactas cobrindo pequenas áreas.

Laelias em seu habitat natural

Seu metabolismo faz com que ela não perca muita água durante o dia, não abrindo seus estômatos neste período. Estas estruturas abrem apenas no período noturno, para a realização das trocas gasosas importantes para a formação de ácidos que serão estocados nos vacúolos das células e que depois, durante o dia, serão utilizados nos processos fotossintéticos.

Algumas dicas importantes para o cultivo

  • alta luminosidade e boa ventilação;
  • substrato misto de pedra canga – laterita – e casca de pinus em decomposição;
  • uso de isopor na parte de baixo do vaso – preferencialmente de plástico – para ajudar na drenagem;
  • adubação orgânica – torta de mamona, farinha de ossos e cinzas (5-2-3);
  • irrigação sempre que estiver seco, a noite no verão e pela manhã no inverno.
Laelias em seu habitat natural

Respondendo a pergunta do início do artigo: por que você estaria mais perto do que imagina destas belezuras? Muito simples, temos uma vasta gama de Laelias (hoje chamadas de Hoffmannseggella) no Brasil, principalmente em Minas Gerais e no Espírito Santo. Portanto quando for adquirir uma beleza destas, fique de olho nos cuidados para que ela cresça bem e floresça sempre!

Referência

  • awzorchids.com.br

Etimologia, pronúncia e nomenclatura das orquídeas (2)

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1426 - Dendrobium

Neste segundo artigo da série sobre etimologia, pronúncia e nomenclatura das orquídeas, irei abordar aquilo que mais nos interessa: nomenclatura botânica.

Pois bem, a partir do momento que começamos uma coleção e a levamos a sério, a vontade de organizá-la é inerente. Dentre as várias formas de organização está a identificação correta da planta. Conhecer o nome correto de uma planta nos possibilita saber sua história, suas características e, principalmente, como cuidar dela.

Nomenclatura botânica

Como visto no primeiro artigo desta série, simplesmente não se escolhe um nome de uma orquídea no chutômetro. Derivada do latim ou grego, os nomes são assim construídos para que haja um padrão internacionalmente conhecido. Assim, uma Cattleya X aqui no Brasil será a mesma Cattleya X na Rússia, por exemplo. Isto não é exclusividade das orquídeas e sim de todas as espécies botânicas. Porém, como o foco aqui são as orquídeas, vamos nos ater a elas.

Na nomenclatura botânica, as orquídeas são divididas em espécies e híbridos. O nome deve obedecer à um critério rigoroso para que seja aceito mundialmente e tenha um registro guardado sem que sofra alterações. Para tal, dois órgãos são envolvidos em sua nomenclatura: Código Internacional e Nomenclatura Botânica e o Código Internacional de Nomenclatura para Plantas Cultivadas.

O nome científico de uma espécie é composto por dois nomes derivados do latim. O primeiro é o gênero ao qual a planta pertence, como por exemplo: Cattleya, Laelia ou Vanda. O segundo é o epíteto referente à qual espécie essa planta pertence dentro daquele gênero. Quando impresso, temos sempre o gênero escrito em maiúsculo e a espécie escrito em minúsculo e em itálico:

Exemplo: Cattleya labiata, onde “Cattleya” é o gênero e deve ser escrito em maiúsculo e “labiata” é a espécie, em minúsculo e itálico.

Obviamente a nomenclatura não para por aí. Muitas vezes as variedades de cultivo acabam por formar um terceiro elemento. Este elemento deve ser adicionado junto com a abreviação “var.”. Esta junção forma o nome varietal da planta. A abreviação “var.” deve ser escrita em minúsculo e o epíteto varietal em minúsculo e itálico.

Exemplo: Cattleya labiata var. rubra, onde “Cattleya” é o gênero e deve ser escrito em maiúsculo e “labiata” é a espécie, em minúsculo e itálico. Por fim, “rubra” é o epíteto varietal, escrito em minúsculo e itálico.

Por fim, sempre temos aquele cultivar diferente, uma variante natural ou uma procedência distinta. Uma forma de classificar esta variação é através da adição do epíteto cultivar. O epíteto cultivar seria o nome fantasia da planta, devendo ser escrito sempre em maiúsculo, na forma romana e entre aspas.

Exemplo: Cattleya labiata var. rubra “Schüller”, onde “Cattleya” é o gênero e deve ser escrito em maiúsculo e “labiata” é a espécie, em minúsculo e itálico. O epíteto “rubra” é o epíteto varietal, escrito em minúsculo e itálico. Já o epíteto “Schüller” é o epíteto cultivas, escrito em maiúsculo, na forma romana e entre aspas.

No próximo artigo mostrarei algumas etimologias específicas dos nomes das espécies das orquídeas.

Abraços!

Referências

  • Questões práticas de nomenclaturas de Orquidáceas, José Gonzales Rapozo
  • Dicionário etmológico das orquídeas do Brasil, José Gonzales Rapozo
  • A etimologia a serviço dos orquidófilos, José Gonzales Rapozo
  • www.damianus.bmd.br/CursoLabiata

Morfologia: as raízes das orquídeas

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Em sua maioria aéreas, as raízes das orquídeas não apresentam raízes primárias, ou seja, raízes centrais de onde brotam outras raízes secundárias, como árvores. As orquídeas apresentam apenas as raízes secundárias, as quais brotam diretamente do caule e, ocasionalmente, de outras raízes. Sua principal característica é a presença de um tecido especial chamado velame.

Velame

O velame é uma espécie de esponja para as orquídeas, pois apresenta espaços e canais microscópicos em seu interior, onde usualmente aloja-se um fungo conhecido como micorriza (clique aqui para ler sobre), responsável pela decomposição da matéria orgânica presente no meio em que as epífitas vivem em sais minerais que podem ser absorvidos pelas plantas. Entretanto, o fungo micorriza, na grande maioria das orquídeas adultas, não representa sua fonte principal de nutrientes.

Velame para todo lado!

O velame também evita que as raízes expostas sequem com mais facilidade e, por ser um tecido altamente especializado, realiza a absorção de água ou umidade do ar. Possui uma textura e consistência papirácea ou esponjosa, de cor esbranquiçada. É facilmente identificado, pois quando quebramos uma raiz viva, ele representa toda a estrutura que circunda a pequena e fina parte funcional da raiz, onde passam os feixes vasculares.

Forma

As raízes das orquídeas variam em espessura dependendo da espécie. Aliás, a própria estrutura das raízes diferencia-se muito entre as orquídeas de acordo com o local e a maneira onde crescem. Nas epífitas são, em geral, bem desenvolvidas, sendo robustas e cilíndricas enquanto aéreas e achatadas após aderirem ao substrato. As rupícolas também apresentam uma boa estrutura, porém mais finas e curtas, já que em seu habitat elas se limitam ao espaço em que estão alocadas, como pequenas porções de substrato existentes nas fissuras de rochas onde vivem. Já nas terrestres, as raízes normalmente encontram-se espessadas em pequenas ou grandes estruturas parecidas com tubérculos esféricos e longamente cilíndricos, servindo de reserva de nutrientes e água, substituindo os pseudobulbos nesta tarefa.

A ponta de uma raiz: meristema subapical e coifa

A ponta, em geral, é esverdeada, pois ali é a região de crescimento da raiz chamada meristema subapical. Ele é subapical porque não fica na ponta da raiz e sim envolvido por uma camada protetora que funciona como uma capa chamada coifa.

Papel

As raízes se orientam pela umidade. E isto não é por acaso. Elas desempenham o papel de depósito de nutrientes e água. Assim, ajudam as orquídeas a reterem e acumularem o material nutritivo que se deposita em suas bases. Também são, em alguns casos, órgãos clorofilados capazes de realizarem fotossíntese durante os períodos em que as plantas perdem as folhas ou, em outros casos, de orquídeas que não possuem folhas, apenas rudimentos foliares.

As raízes desta Seidenfadenia mitrata busca seu caminho pela casca de madeira
Mas também pode ficar no ar, sem problemas
Raízes de Seidenfadenia mitrata, entrando na madeira
As raízes desta Seidenfadenia mitrata chegam a entalar nos buracos da madeira
E são capazes de seguir os veios, sulcos e buracos
Nas caixetas, elas fazem diversos caminhos

A durabilidade das raízes varia em função dos fatores ambientais, mas geralmente é inferior à duração dos caules. Novas raízes costumam brotar durante ou no final do período de crescimento vegetativo da planta.

Curiosidade

Algumas orquídeas, como os Catasetum e os Grammatophyllum, podem desenvolver mais uma especialização em suas raízes. Em geral, essas plantas possuem raízes mais grossas utilizadas para fixação e absorção de água e nutrientes. Entretanto, também desenvolvem raízes finas, que curiosamente crescem no sentido contrário ao do substrato, formando uma estrutura semelhante a um ninho. Esta estrutura provavelmente devem ter a função de manter um ambiente mais úmido perto da planta, além de aproveitar a matéria orgânica em decomposição que se deposita ali.

Raízes de Coryanthes, formando ninhos e indo para cima
Esta caixeta foi tomada por raízes!
Novas raízes de uma Acampe

Plantio

O tamanho da raiz nos dá uma grande dica de que tipo de substrato você deverá utilizar no plantio. A regra é simples: orquídeas de raízes mais finas podem ser plantadas em substratos mais finos; já as orquídeas de raízes médias preferem substratos mais grossos; por fim, as orquídeas de raízes mais grossas em geral gostam de substratos formados por pedaços maiores e bem arejados.

Lembre-se: cultivar orquídeas é cultivar raízes!

Entender nossas orquídeas é um grande passo para cultivá-las corretamente. Desta forma, elas irão viver e não apenas sobreviver.

Referências

  • orquideassemmisterio.blogspot.com.br
  • wikipedia.org
  • fcorquidofilia.com.br

Abraços!

Listagem de Híbridos Intergenéricos

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A maioria das espécies de orquídeas é capaz de cruzar com as espécies próximas e produzir híbridos férteis. Estes híbridos ainda podem ser cruzados com outras espécies e produzir novas gerações de híbridos férteis. Mesmo a maioria dos gêneros próximos pode cruzar produzindo descendentes férteis. Há inumeráveis híbridos entre espécies, e milhares mesmo entre gêneros. Há híbridos obtidos através do cruzamento de várias gerações de híbridos de quatro ou mais gêneros distintos. Este é o segredo dos orquidários comerciais, que podem misturar suas espécies e obter uma combinação quase infinita de novas formas e cores para nosso deleite.

Os híbridos também ocorrem naturalmente, sem a intervenção humana. É possível que várias espécies classificadas pelos botânicos hoje sejam, na verdade, híbridos naturais há muito estabelecidos na natureza.

Afim de elucidar um pouco aqueles que buscam informação na hora da compra de uma planta, querendo saber sua procedência não só comercial como também biológica, eis uma listagem de híbridos, suas siglas e seu parentesco mais próximo. Lembro que na definição do nome de uma orquídea, quando de cruzamentos entre plantas diferentes, seja espécies e/ou híbridos, o nome que será dado a progênie deverá ser escrito colocando o primeiro nome da espécie/hibrido da planta-mãe, ou seja, da planta que recebeu as políneas e teve seu ovário fecundado. O segundo nome
O segundo nome refere-se à espécie/híbrido da planta-pai, ou seja, a planta que doou as políneas.

Gênero híbrido Abreviatura Pais
Acinbreea Acba Acineta x Embreea
Adacidium Adcm Ada x Oncidium
Adaglossum Adgm Ada x Odontoglossum
Adioda Ado Ada x Cochlioda
Aerasconetia Aescta Aerides x Ascocentrum x Neofinetia
Aeridachnis Aerdns Aerides x Arachnis
Aeridisia Aersa Aerides x Luisia
Aeriditis Aerdts Aerides x Doritis
Aeridocentrum Aerctm Aerides x Ascocentrum
Aeridochilus Aerchs Aerides x Sarcochilus
Aeridofinetia Aerf Aerides x Neofinetia
Aeridoglossum Aergm Aerides x Ascoglossum
Aeridoglottis Aegts Aerides x Trichoglottis
Aeridovanda Aerdv Aerides x Vanda
Aeridovanisia Aervsa Aerides x Luisia x Vanda
Aitkenara Aitk Otostylis x Zygopetalum x Zygosepalum
Alangreatwoodara Agwa Colax x Promenaea x A
Alexanderara Alxra Brassia x Cochlioda x Odontoglossum x Oncidium
Aliceara Alcra Brassia x Miltonia x Oncidium
Allenara Alna Cattleya x Diacrium x Epidendrum x Laelia
Alphonsoara Alph Arachnis x Ascocentrum x Vanda x Vandopsis
Andrewara Andw Arachnis x Renanthera x Trichoglotis x Vanda
Angraecentrum Angctm Angraecum x Ascocentrum
Angraecostylis Angsts Angraecum x Rhynchostylis
Angraecyrtanthes Ancyth Aeranthes x Angraecum x Cyrtorchis
Angraeorchis Angchs Angraecum x Cyrtorchis
Angrangis Angchs Aerangis x Angraecum
Angranthellea Angtla Aeranthes x Angraecum x Jumellea
Angranthes Angth Aeranthes x Angraecum
Angreoniella Angnla Angraecum x Oeoniella
Angulocaste Angcst Anguloa x Lycaste
Anoectomaria Anctma Anoectochilus x Haemaria
Ansieium Asdm Ansellia x Cymbidium
Aracampe Arcp Arachnis x Acampe
Arachnoglossum Arngm Arachnis x Ascoglossum
Arachnoglottis Arngl Arachnis x Trichoglottis
Arachnopsis Arnps Arachnis x Phalaenopsis
Arachnostyllis Arnst Arachnis x Rhynchostylis
Aranda Aranda Arachnis x Vanda
Aranthera Arnth Arachnis x Renanthera
Arizara Ariz Cattleya x Domingoa x Epidendrum
Ascandopsis Asctm Ascocentrum x Vandopsis
Ascocenda Ascda Ascocentrum x Vanda
Ascocleinetia Ascln Ascocentrum x Cleisocentron x Neofinetia
Ascofinetia Ascf Ascocentrum x Neofinetia
Ascogastisia Agsta Ascocentrum x Gastrochilus x Luisia
Ascoglottis Asgts Ascocentrum x Trichoglottis
Asconopsis Ascps Ascocentrum x Phalaenopsis
Ascorachnis Ascns Ascocentrum x Arachnis
Ascovandoritis Asvts Ascocentrum x Doritis x Vanda
Aspasium Aspsm Aspasia x Oncidium
Aspodia Asid Aspasia x Cochlioda
Aspodonia Aspd Aspasia x Miltonia x Odontoglossum
Aspoglossum Aspgm Aspasia x Odontoglossum
Ayubara Ayb Aerides x Arachnis x Ascoglossum
Bakerara Bak Brassia x Miltonia x Oncidium
Baldwinara Bdwna Aspasia x Cochlioda x Odontoglossum x Oncidium
Banfieldara Bnfd Ada x Brassia x Odontoglossum
Barangis Brgs Aerangis x Barombia
Baptirettia Btta Baptistonia x Comparettia
Barbosaara Bbra Cochlioda x Gomesa x Odontoglossum x Oncidium
Bardendrum Bard Barkeria x Epidendrum
Barkonitis Bknts Barkeria x Sophronitis
Bateostylis Btst Batemannia x Otostylis
Baumannara Bmnra Comparettia x Odontoglossum x Oncidium
Beallara Bllra Brassia x Cochlioda x Miltonia x Odontoglossum
Beardara Bdra Ascocentrum x Doritis x Phalaenopsis
Bifrenidium Bifdm Bifrenaria x Oncidium
Bifreniella Bifla Bifrenaria x Rudolfiella
Bishopara Bish Broughtonia x Cattleya x Sophronitis
Blackara Blkr Aspasia x Cochlioda x Miltonia
Bloomara Blma Broughtonia x Laeliopsis x Tetramicra
Bokchoonara Bkch Arachnis x Ascocentrum x Phalaenopsis x Vanda
Bollopetalum Blptm Bollea x Zigopetalum
Bovomara Bov Arachnis x Ascocentrum x Rhynchostylis x Vanda
Bradeara Brade Comparettia x Gomesa x Rodriguezia
Brapasia Brap Aspasia x Brassia
Brassada Brsa Ada x Brassia
Brassidium Brsdm Brassia x Oncidium
Brassioda Broda Brassia x Cochlioda
Brassocattleya Bc Brassavola x Cattleya
Brassochilus Brchs Brassia x Leochilus
Brassodiacrium Bdia Brassavola x Diacrium
Brassoepidendrum Bepi Brassavola x Epidendrum
Brassoepilaelia Bpl Brassavola x Epidendrum x Laelia
Brassokeria Brsk Barkeria x Brassavola
Brassolaelia Bl Brassavola x Laelia
Brassolaeliocattleya Blc Brassavola x Cattleya x Laelia
Brassophronitis Bnts Brassavola x Sophronitis
Brassotonia Bstna Brassavola x Broughtonia
Brilliandeara Brlda Aspasia x Brassia x Cochlioda x Miltonia x Odontoglossum x Oncidium
Brownara Bwna Broughtonia x Cattleya x Diacrium
Brummittara Brum Comparettia x Odontoglossum x Rodriguezia
Buiara Bui Broughtonia x Cattleya x Epidendrum x Laelia x Sophronitis
Burkhardtara Bktra Leochilus x Odontoglossum x Oncidium x Rd
Burkillara Burk Aerides x Arachnis x Vanda
Burrageara Burr Odontioda x Miltonia x Odontoglossum x Oncidium
Caloarethusa Clts Arethusa x Calopogon
Campbellara Cmpba Odontoglossum x Oncidium x Rodriguezia
Carpenterara Cptra Baptistonia x Odontoglossum x Oncidium
Carterara Ctra Aerides x Renanthera x Vandopsis
Casoara Csr Brassavola x Broughtonia x Laeliopsis
Catamodes Ctmds Catasetum x Mormodes
Catanoches Ctnchs Catasetum x Cycnoches
Catasandra Ctsda Catasetum x Galeandra
Cattkeria Cka Barkeria x Cattleya
Cattleyopsisgoa Ctps Cattleyopsis x Domingoa
Cattleyopsistonia Ctpsta Broughtonia x Cattleyopsis
Cattleytonia Ctna Broughtonia x Cattleya
Cattotes Ctts Cattleya x Leptotes
Charlerworthara Cha Cochlioda x Miltonia x Oncidium
Charliera Charl Rhynchostylis x Vanda x Vandopsis
Chewara Chew Aerides x Renanthera x Rhynchostylis
Chilocentrum Chctm Ascocentrum x Chiloschista
Chondrobollea Chdb Bollea x Chondrorhyncha
Christiera Chtra Aerides x Ascocentrum x Vanda
Chuanyenara Chnya Arachnis x Renanthera x Rhynchostylis
Cirrhophyllum Crphm Bulbophyllum x Cirrhopetalum
Cischostalix Cstx Cischweinfia x Sigmatostalix
Cleisocalpa Clclp Cleisocentron x Pomatocalpa
Cleisodes Clsd Aerides x Cleisocentron
Cleisofinetia Clfta Cleisocentron x Neofinetia
Cleisonopsis Clnps Cleisocentron x Phalaenopsis
Cleisopera Clspa Cleisostoma x Micropera
Cleisoquetia Clq Cleisocentron x Robiquetia
Clesostylis Clsty Cleisocentron x Rhynchostylis
Cleisothera Cltha Cleisostoma x Pelatantheria
Cochella Chla Cochleanthes x Mendoncella
Cochlecaste Cccst Cochleanthes x Lycaste
Cochlenia Cclna Cochleanthes x Stenia
Cochleottia Colta Cochleanthes x Galeottia
Cochlepetalum Ccptm Cochleanthes x Zygopetalum
Colaste Cste Colax x Lycaste
Colmanara Colm Miltonia x Odontoglossum x Oncidium
Conphronitis Conph Constancia x Sophronitis
Cookara Cook Broughtonia x Cattleya x Diacrium x Laelia
Coryhopea Crhpa Coryanthes x Stanhopea
Crawwhayara Craw Aspasia x Brassia x Miltonia x Oncidium
Cycnodes Cycd Cycnoches x Mormodes
Cymphiella Cymph Cymbidium x Eulophiella
Cyrtellia Cyrtl Ansiellia x Cyrtopodium
Darwinara Dar Ascocentrum x Neofinetia x Rhynchostylis x Vanda
Debruyneara Dbra Ascocentrum x Luisia x Vanda
Degarmoara Dgmra Brassia x Miltonia x Odontoglossum
Dekensara Dek Brassavola x Cattleya x Schomburgkia
Dendroberia Denga Dendrobium x Flickingeria
Devereuxara Dvra Ascocentrum x Phalaenopsis x Vanda
Diabroughtonia Diab Broughtonia x Diacrium
Diacattleya Diaca Cattleya x Diacrium
Diakeria Dkra Barkeria x Diacrium
Dialaelia Dial Diacrium x Laelia
Dialaeliocattleya Dialc Cattleya x Diacrium x Laelia
Dialaeliopsis Dialps Diacrium x Laeliopsis
Diaphanangis Dpgs Aerangis x Diaphananthe
Dieselara Dsla Laelia x Schomburgkia x Sophronitis
Dillonara Dill Epidendrum x Laelia x Schomburgkia
Diplonopsis Dpnps Diploprora x Phalaenopsis
Domindesmia Ddma Domingoa x Hexadesmia
Domintonia Dmtna Broughtonia x Domingoa
Dominyara Dmya Ascocentrum x Luisia x Neofinetia xRhynchostylis
Domliopsis Dmlps Domingoa x Laeliopsis
Doncollinara Dclna Cochlioda x Odontoglossum x Rodriguezia
Dorandopsis Ddps Doritis x Vandopsis
Doricentrum Dctm Ascocentrum x Doritis
Doriella Drlla Doritis x Kingiella
Doriellaopsis Dllps Doritis x Kingiella x Phalaenopsis
Dorifinetia Dfta Doritis x Neofinetia
Doriglossum Drgm Ascoglossum x Doritis
Doristylis Dst Doritis x Rhynchostylis
Doritaenopsis Dtps Doritis x Phalaenopsis
Dorthera Dtha Doritis x Renanthera
Dossinimaria Dsma Dossinia x Haemaria
Downsara Dwsa Aganisia x Batemannia x Otostylis x Zygosepalum
Dracuvallia Drvla Dracula x Masdevallia
Dresslerara Dres Ascoglossum x Phalaenopsis x Renanthera
Duggerara Dugg Ada x Brassia x Miltonia
Dunnara Dnna Broughtonia x Cattleyopsis x Domingoa
Dunningara Dngra Aspasia x Miltonia x Oncidium
Durutyara Dtya Batemannia x Otostylis x Zygopetalum x Zygosepalum
Eastonara Eas Ascocentrum x Gastrochilus x Vanda
Edeara Edr Arachnis x Phalaenopsis x Renanthera x Vandopsis
Epibarkiella Epbkl Barkeria x Epidendrum x Nageliella
Epibrassonitis Epbns Brassavola x Epidendrum x Sophronitis
Epicatonia Eoctn Broughtonia x Cattleya x Epidendrum
Epicattleya Epc Cattleya x Epidendrum
Epidella Epdla Epidendrum x Nageliella
Epidiacrium Epdcm Diacrium x Epidendrum
Epiglottis Epgl Epidendrum x Scaphyglottis
Epigoa Epg Domingoa x Epidendrum
Epilaelia Epl Epidendrum x Laelia
Epilaeliocattleya Eplc Cattleya x Epidendrum x Laelia
Epilaeliopsis Eplps Epidendrum x Laeliopsis
Epiopsis Eps Cattleyopsis x Epidendrum
Epiphronitis Ephs Epidendrum x Sophronitis
Epistoma Epstm Ambostoma x Epidendrum
Epitonia Eptn Broughtonia x Epidendrum
Ernestara Entra Phalaenopsis x Renanthera x Vandopsis
Eryidium Erdm Erycina x Oncidium
Eulocymbidiella Eucmla Cymbidiella x Eulophiella
Euryangis Eugs Aerangis x Eurychone
Eurygraecum Eugcm Angraecum x Eurychone
Eurynopsis Eunps Eurychone x Phalaenopsis
Freedara Frda Ascoglossum x Renanthera x Vandopsis
Fergusonara Ferg Brassavola x Cattleya x Laelia x Schomburgkia x Sophronitis
Fialaara Fia Broughtonia x Cattleya x Laelia x Laeliopsis
Forgetara Fgtra Aspasia x Brassia x Miltonia
Fujioara Fjo Ascocentrum x Trichoglottis x Vanda
Fujiwarara Fjw Brassavola x Cattleya x Laeliopsis
Galeansellia Gslla Ansellia x Galeandra
Galeopetalum Gptm Galeottia x Zygopetalum
Galeosepalum Glspm Galeottia x Zygosepalum
Gastisia Gsta Gastrochillus x Luisia
Gastisocalpa Gscpa Gastrochilus x Luisia x Pomatocalpa
Gastritis Gtts Doritis x Gastrochilus
Gastrochiloglottis Gchgl Gastrochilus x Trichoglottis
Gastrosarcochilus Gsarco Gastrochilus x Sarcochilus
Gastrothera Gsrth Gastrochilus x Renanthera
Gauntlettara Gtra Broughtonia x Cattleyopsis x Laeliopsis
Georgeblackara Gbka Comparettia x Leochilus x Oncidium x Rodriguezia
Goffara Gfa Luisia x Rhynchostylis x Vanda
Gohartia Ghta Gomesa x Lockhartia
Gomada Gmda Ada x Gomesa
Gomettia Gmtta Comparettia x Gomesa
Gomochilus Gnch Gomesa x Leochilus
Goodaleara Gdlra Brassia x Cochlioda x Miltonia x Odontoglossum x Oncidium
Gottererara Gott Ascocentrum x Renanthera x Vandopsis
Grammatocymbidium Grcym Cymbidium x Grammatophyllum
Grammatopodium Grtp Cyrtopodium x Grammatophyllum
Graphiella Grpla Cymbidiella x Graphorkis
Hagerara Hgra Doritis x Phalaenopsis x Vanda
Hamelwellsara Hmwsa Aganisia x Batemannia x Otostylis x Zygopetalum x Zygosepalum
Hanesara Han Aerides x Arachnis x Neofinetia
Hartara Hart Broughtonia x Laelia x Sophronitis
Hasegawaara Hasgw Brassavola x Broughtonia x Cattleya x Laelia x Sophronitis
Hattoriara Hatt Brassavola x Broughtonia x Cattleya x Epidendrum x Laelia
Hausermannara Haus Doritis x Phalaenopsis x Vandopsis
Hawaiiara Haw Renanthera x Vanda x Vandopsis
Hawkesara Hwkra Cattleya x Cattleyopsis x Epidendrum
Hawkinsara Hknsa Broughtonia x Cattleya x Laelia x Sophronitis
Helpilia Hpla Helcia x Trichopilia
Herbertara Hbtr Cattleya x Laelia x Schomburgkia x Sophronitis
Higashiara Hgsh Cattleya x Diacrium x Laelia x Sophronitis
Hildaara Hdra Broughtonia x Laeliopsis x Schomburgkia
Himoriara Hmra Ascocentrum x Phalaenopsis x Rhynchostylis x Vanda
Holttumara Holtt Arachnis x Renanthera x Vanda
Hookerara Hook Brassavola x Cattleya x Diacrium
Howeara Hwra Leochilus x Oncidium x Rodriguezia
Hueylihara Hylra Neofinetia x Renanthera x Rhynchostylis
Hugofreedara Hgfda Ascocentrum x Doritis x Kingiella
Hummelara Humm Barkeria x Brassavola x Epidendrum
Huntleanthes Hnths Cochleanthes x Huntleya
Ionettia Intta Comparettia x Ionopsis
Irvingara Irv Arachnis x Renanthera x Trichoglottis
Isaoara Isr Aerides x Ascocentrum x Phalaenopsis x Vanda
Iwanagara Iwan Brassavola x Cattleya x Diacrium x Laelia
Izumiara Izma Cattleya x Epidendrum x Laelia x Schomburgkia x Sophronitis
Jewllara Jwa Broughtonia x Cattleya x Epidendrum x Laelia
Jimenezara Jmzra Broughtonia x Laelia x Laeliopsis
Joannara Jnna Renanthera x Rhynchostylis x Vanda
Johnkellyara Jkl Brassia x Leochilus x Oncidium x Rodriguezia
Johnyeeara Jya Brassavola x Cattleya x Epidendrum x Laelia x Schomburgkia x Sophronitisÿÿÿÿ
Jumanthes Jmth Aeranthes x Jumellea
Kagawara Kgw Ascocentrum x Renanthera x Vanda
Kanzerara Kza Chondrorhyncha x Promenaea x Zygopetalum
Kawamotoara Kwmta Brassavola x Cattleya x Domingoa x Epidendrum x Laelia
Keferanthes Kefth Cochleanthes x Kefersteinia
Leptokeria Lptka Barkeria x Leptotes
Laeptolaelia Lptl Laelia x Leptotes
Leptovola Lptv Brassavola x Leptotes
Leslieara Lesl Broughtonia x Cattleyopsis x Diacrium x Epidendrum
Lewisara Lwsra Aerides x Arachnis x Ascocentrum x Vanda
Liaopsis Liaps Laelia x Laeliopsis
Lichtara Licht Doritis x Gastrochilus x Phalaenopsis
Liebmanara Lieb Aspasia x Cochlioda x Oncidium
Limara Lim Arachnis x Renanthera x Vandopsis
Liaponia Lpna Broughtonia x Laeliopsis
Lockcidium Lkcdm Lockhartia x Oncidium
Lockochilettia Lkctta Comparettia x Leochilus x Lockhartia
Lockochilus Lkchs Leochilus x Lockhartia
Lockogochilus Lkgch Gomesa x Leochilus x Lockhartia
Lockopilia Lckp Lockhartia x Trichopilia
Lockostalix Lkstx Lockhartia x Sigmatostalix
Lowara Low Brassavola x Laelia x Sophronitis
Lowsonara Lwnra Aerides x Ascocentrum x Rhynchostylis
Luascotia Lscta Ascocentrum x Luisia x Neofinetia
Luicentrum Lctm Ascocentrum x Luisia
Luichilus Luic Luisia x Sarcochilus
Luinetia Lnta Luisia x Neofinetia
Luinopsis Lnps Luisia x Phalaenopsis
Luisanda Lsnd Luisia x Vanda
Luisistylis Lst Luisia x Rhynchostylis
Luivanetia Lvta Luisia x Neofinetia x Vanda
Lutherara Luth Phalaenopsis x Renanthera x Rhynchostylis
Lycasteria Lystr Bifrenaria x Lycaste
Lymanara Lynra Aerides x Arachnis x Renanthera
Lyonara Lyon Cattleya x Laelia x Sophronitis
Maccoyara Mcyra Aerides x Vanda x Vandopsis
Macekara Maka Arachnis x Phalaenopsis x Renanthera x Vanda x Vandopsis
Maclellanara Mclna Brassia x Odontoglossum x Oncidium
Maclemoreara Mclmra Brassavola x Laelia x Schomburgkia
Macomaria Mcmr Haemaria x Macodes
Macradesa Mcdsa Gomesa x Macradenia
Mailamaiara Mai Cattleya x Diacrium x Laelia x Schomburgkia
Masonara Msna Aganisia x Batemannia x Colax x Otostylis x Promenaea x Zygosepalum
Matsudaara Msda Barkeria x Cattleya x Laelia x Sophronitis
Maymoirara Mymra Cattleya x Epidendrum x Laeliopsis
Maxillacaste Mxcst Lycaste x Maxillaria
Maxilobium Mxlb Maxillaria x Xylobium
Mendosepalum Mdspl Mendoncella x Zygosepalum
Micholitzara Mchza Aerides x Ascocentrum x Neofinetia x Vanda
Milpasia Mpsa Aspasia x Miltonia
Milpilia Mpla Miltonia x Trichopilia
Miltada Mtad Ada x Miltonia
Miltadium Mtadm Ada x Miltonia x Oncidium
Miltassia Mtssa Brassia x Miltonia
Miltistonia Mtst Baptistonia x Miltonia
Miltonidium Mtdm Miltonia x Oncidium
Miltonioda Mtda Cochlioda x Miltonia
Mizutara Miz Cattleya x Diacrium x Schomburgkia
Moirara Moir Phalaenopsis x Renanthera x Vanda
Mokara Mkra Arachnis x Ascocentrum x Vanda
Monnierara Monn Catasetum x Cycboches x Mormodes
Moorara Mnra Aerides x Ascocentrum x Neofinetia x Rhynchostylis
Moscosoara Mscra Broughtonia x Epidendrum x Laeliopsis
Nakagawaara Nkgwa Aerides x Doritis x Phalaenopsis
Nakamotoara Nak Ascocentrum x Neofinetia x Vanda
Nashara Nash Broughtonia x Cattleyopsis xÿ
Naugleara Naug Ascocentrum x Ascoglossum x Renanthera
Neoaeristylis Nrst Aerides x Neofinetia x Rhynchostylis
Neobatopus Nbps Cryptopus x Neobathiea
Neoglossum Neogm Ascoglossum x Neofinetia
Neograecum Ngrcm Angraecum x Neofinetia
Neostylis Neost Neofinetia x Rhynchostylis
Ngara Ngara Arachnis x Ascoglossum x Renanthera
Nobleara Nlra Aerides x Renanthera x Vanda
Nonaara Non Aerides x Ascoglossum x Renanthera
Normahamamotoara Nhmta Aerides x Rhynchostylis x Vandopsis
Northenara Nrna Cattleya x Epidendrum x Laelia x Schomburgkia
Norwoodara Nwda Brassia x Miltonia x Oncidium x Rodriguezia
Notylettia Ntlta Comparettia x Notylia
Notylidium Ntldm Notylia x Oncidium
Notylopsis Ntlps Ionopsis x Notylia
Odontioda Oda Cochlioda x Odontoglossum
Odontobrassia Odbrs Brassia x Odontoglossum
Odontocidium Odcdm Odontoglossum x Oncidium
Odontonia Odtna Miltonia x Odontoglossum
Odontopilia Odpla Odontoglossum x Trichopilia
Odontorettia Odrta Comparettia x Odontoglossum
Okaara Oks Ascocentrum x Renanthera x Rhynchostylis x Vanda
Oncidenia Oncna Macradenia x Oncidium
Oncidesa Oncsa Gomesa x Oncidium
Oncidettia Onctta Comparettia x Oncidium
Oncidiella Onclla Oncidium x Rodrigueziella
Oncidioda Oncda Cochlioda x Oncidium
Oncidpilia Oncpa Oncidium x Trichopilia
Onoara Onra Ascocentrum x Renanthera x Vanda x Vandopsis
Opsisanda Opsis Vanda x Vandopsis
Opsiscattleya Opsct Cattleya x Cattleyopsis
Opsistylis Opst Rhynchostylis x Vandopsis
Orchiserapias Orsps Orchis x Serapias
Ornithocidium Orncm Oncidium x Ornithophora
Osmentara Osmt Broughtonia x Cattleya x Laeliopsis
Otaara Otr Brassavola x Broughtonia x Cattleya x Laelia
Otocolax Otcx Colax x Otostylis
Otonisia Otnsa Aganisia x Otostylis
Otosepalum Otspm Otostylis x Zygosepalum
Owensara Owsr Doritis x Phalaenopsis x Renanthera
Pageara Pga Ascocentrum x Luisia x Rhynchostylis x Vanda
Palermoara Pal Ada x Comparettia x Gomesa
Palmerara Plmra Batemannia x Otostylis x Zygosepalum
Pantapaara Pntp Ascoglossum x Renanthera x Vanda
Parachilus Prcls Parasarcochilus x Sarcochilus
Parnataara Parn Aerides x Arachnis x Phalaenopsis
Paulara Plra Ascocentrum x Doritis x Phalaenopsis x Renanthera x Vanda
Paulsenara Plsra Aerides x Arachnis x Trichoglottis
Pehara Peh Aerides x Arachnis x Vanda x Vandopsis
Pelacentrum Plctm Ascocentrum x Pelatantheria
Pelachilus Pelcs Gastrochilus x Pelatantheria
Pelastylis Pelst Pelatantheria x Rhynchostylis
Pelatoritis Pltrs Doritis x Pelatantheria
Perreiraara Prra Aerides x Rhynchostylis x Vanda
Pescatobollea Psbol Bollea x Pescatorea
Pescawarrea Psw Pescatorea x Warrea
Pescoranthes Psnth Cochleanthes x Pescatorea
Pettitara Pett Ada x Brassia x Oncidium
Phaiocalanthe Pheal Calanthe x Phaius
Phaiocymbidium Phcym Cymbidium x Phaius
Phalaerianda Phda Aerides x Phalaenopsis x Vanda
Phalandopsis Phdps Phalaenopsis x Vandopsis
Phalanetia Phnta Neofinetia x Phalaenopsis
Phaliella Phlla Kingiella x Phalaenopsis
Phragmipaphium Phrphm Paphiopedilum x Phragmipedium
Phillipsara Phill Cochleanthes x Stenia x Zygopetalum
Plectochilus Plchs Plectorrhiza x Sarcochilus
Plectrelgraecum Plgcm Angraecum x Plectrelminthus
Pomacentrum Pmctm Ascocentrum x Pomatocalpa
Pomatisia Pmtsa Luisia x Pomatocalpa
Porterara Pal Rhyncostylis x Sacochilus x Vanda
Potinara Pot Brassavola x Cattleya x Laelia x Sophronitis
Prolax Prx Colax x Promenaea
Propetalum Pptm Promenaea x Zygopetalum
Raganara Rgn Renanthera x Trichoglottis x Vanda
Ramasamyara Rmsya Arachnis x Rhynchostylis x Vanda
Recchara Recc Brassavola x Cattleya x Laelia x Schomburgkia
Renades Rnds Aerides x Renanthera
Renafinanda Rfnda Neofinetia x Renanthera x Vanda
Renaglottis Rngl Renanthera x Trichoglottis
Renancentrum Rnctm Ascocentrum x Renanthera
Renanda Rnnd Arachnis x Renanthera x Vanda
Renanetia Rnet Neofinetia x Renanthera
Renanopsis Rnps Renanthera x Vandopsis
Renanstylis Rnts Renanthera x Rhynchostylis
Renantanda Rntda Renanthera x Vanda
Renanthoglossum Rngm Ascoglossum x Renanthera
Renanthopsis Rnthps Phalaenopsis x Renanthera
Rhinochilus Rhincs Rhinerrhiza x Sarcochilus
Rhynchocentrum Rhctm Ascocentrum x Rhynchostylis
Rhynchonopsis Rhnps Phalaenopsis x Rhynchostylis
Rhynchorides Rhrds Aerides x Rhynchostylis
Rhynchovanda Rhv Rhynchostylis x Vanda
Rhyndoropsis Rhdps Doritis x Phalaenopsis x Rhynchostylis
Richardmizutaara Rcnza Ascocentrum x Phalaenopsis x Vandopsis
Richardsonara Rchna Aspasia x Odontoglossum x Oncidium
Ridleyara Ridl Arachnis x Trichoglottis x Vanda
Robifinetia Rbf Neofinetia x Robiquetia
Robinara Rbnra Aerides x Ascocentrum x Renanthera x Vanda
Rodrassia Rdssa Brassia x Rodriguezia
Rodrettia Rdtta Comparettia x Rodriguezia
Rodrettiopsis Rdtps Comparettia x Ionopsis x Rodriguezia
Rodrichilus Rdchs Leochilus x Rodriguezia
Rodricidium Rdcm Oncidium x Rodriguezia
Rodridenia Rden Macradenia x Rodriguezia
Rodriglossum Rdgm Odontoglossum x Rodriguezia
Rodriopsis Rodps Ionopsis x Rodriguezia
Rodritonia Rdtna Miltonia x Rodriguezia
Rolfeara Rolf Brassavola x Cattleya x Sophronitis
Ronnyara Rnya Aerides x Ascocentrum x Rhynchostylis x Vanda
Rosakirschara Rskra Ascocentrum x Neofinetia x Renanthera
Roseara Rsra Doritis x Kingiella x Phalaenopsis x Renanthera
Rothara Roth Brassavola x Cattleya x Epidendrum x Laelia x Sophronitis
Rotorara Rtra Bollea x Cochleanthes x Kefersteinia
Rumrillara Rlla Ascocentrum x Neofinetia x Rhynchostylis
Sagarikara Sgka Aerides x Arachnis x Rhynchostylis
Sanderara Sand Brassia x Cochlioda x Odontoglossum
Sanjumeara Sjma Aerides x Neofinetia x Rhynchostylis x Vanda
Sappanara Sapp Arachnis x Phalaenopsis x Renanthera
Sarcocentrum Srctm Ascocentrum x Sarcochilus
Sarcomoanthus Sran Sarcochilus x Drymoanthus
Sarconopsis Srnps Phalaenopsis x Sarcochilus
Sarcorhiza Srza Rhinerrhiza x Sarcochilus
Sarcothera Srth Renanthera x Sarcochilus
Sarcovanda Srv Sarcochilus x Vanda
Saridestylis Srdts Aerides x Rhynchostylis x Sarcanthus
Sartylis Srts Rhynchostylis x Sarcochilus
Sauledaara Sdra Aspasia x Brassia x Cochlioda x Miltonia x Rodriguezia
Schafferara Schfa Aspasia x Brassia x Cochlioda x Miltonia x Odontoglossum
Schombavola Smbv Brassavola x Schomburgkia
Schombocatonia Smbcna Broughtonia x Cattleya x Schomburgkia
Schombocattleya Smbc Cattleya x Schomburgkia
Schombodiacrium Smbdcm Diacrium x Schomburgkia
Schomboepidendrum Smbep Epidendrum x Schomburgkia
Schombolaelia Smbl Laelia x Schomburgkia
Schombonia Smbna Broughtonia x Schomburgkia
Schombonitis Smbts Schomburgkia x Sophronitis
Scottara Sctt Aerides x Arachnis x Luisia
Scullyara Scu Cattleya x Epidendrum x Schomburgkia
Seahexa Sxa Hexasdemia x Hexisea
Severinara Sev Diacrium x Laelia x Sophronitis
Shigeuraara Shgra Ascocentrum x Ascoglossum x Renanthera x Vanda
Shipmanara Shipm Broughtonia x Diacrium x Schomburgkia
Shiveara Shva Aspasia x Brassia x Odontoglossum x Oncidium
Sidranara Sidr Ascocentrum x Phalaenopsis x Renanthera
Sigmacidium Sgdm Oncidium x Sigmatostalix
Silpaprasertara Silpa Aerides x Ascocentrum x Sarcanthus
Sladeara Slad Doritis x Phalaenopsis x Sarcochilus
Sobennigraecum Sbgcm Angraecum x Sobennikoffia
Sophrocattleya Sc Cattleya x Sophronitis
Sophrolaelia Sl Laelia x Sophronitis
Sophrolaeliocattleya Slc Cattleya x Laelia x Sophronitis
Staalara Staal Barkeria x Laelia x Sophronitis
Stacyara Stac Cattleya x Epidendrum x Sophronitis
Stamariaara Stmra Ascocentrum x Phalaenopsis x Renanthera x Vanda
Stanfieldara Sfdra Epidendrum x Laelia x Sophronitis
Stangora Stga Gongora x Stanhopea
Stanhocycnis Stncn Polycycnis x Stanhopea
Stellamizutaara Stlma Broughtonia x Cattleya x Brassavola
Stewartara Stwt Ada x Cochlioda x Odontoglossum
Sutingara Sut Arachnis x Ascocentrum x Phalaenopsis x Vanda x Vandopsis
Teohara Thra Arachnis x Renanthera x Vanda x Vandopsis
Tetracattleya Ttct Cattleya x Tetramicra
Tetradiacrium Ttdm Diacrium x Tetramicra
Tetrakeria Ttka Barkeria x Tetramicra
Tetraliopsis Ttps Laeliopsis x Tetramicra
Tetratonia Tttna Broughtonia x Tetramicra
Thesaera Thsra Aerangis x Aeranthes
Thompsonara Thmpa Catasetum x Cymbidium x Grammatophylum
Trautara Trta Doritis x Luisia x Phalaenopsis
Trevorara Trev Arachnis x Phalaenopsis x Vanda
Trichocidium Trcdm Oncidium x Trichocentrum
Trichonopsis Trnps Phalaenopsis x Trichoglottis
Trichopsis Trcps Trichoglottis x Vandopsis
Trichostylis Trst Rhynchostylis x Trichoglottis
Trichovanda Trcv Trichoglottis x Vanda
Trigolyca Trgca Mormolyca x Trigonidium
Trisuloara Tsla Barkeria x Brassavola x Cattleya x Epidendrum x Laelia x Sophronitis
Tubaecum Tbcm Angraecum x Tuberolabium
Tuckerara Tuck Cattleya x Diacrium x Epidendrum
Turabowara Tbwa Barkeria x Broughtonia x Cattleya
Uptonara Upta Phalaenopsis x Rhynchostylis x Sarcochilus
Vanalstyneara Vnsta Miltonia x Odontoglossum x Oncidium x Rodriguezia
Vancampe Vcp Acampe x Vanda
Vandachnis Vchns Arachnis x Vandopsis
Vandaenopsis Vdnps Phalaenopsis x Vanda
Vandaeranthes Vths Aeranthes x Vanda
Vandewegheara Vwga Ascocentrum x Doritis x Phalaenopsis x Vanda
Vandofinetia Vf Neofinetia x Vanda
Vandofinides Vfds Aerides x Neofinetia x Vanda
Vandopsides Vdpsd Aerides x Vandopsis
Vandoritis Vdts Doritis x Vanda
Vanglossum Vgm Ascoglossum x Vanda
Vascostylis Vasco Ascocentrum x Rhynchostylis x Vanda
Vaughnara Vnra Brassavola x Cattleya x Epidendrum
Vejvarutara Vja Broughtonia x Cattleya x Cattleyopsis
Vuylstekeara Vuyl Cochlioda x Miltonia x Odontoglossum
Warneara Wnra Comparetia x Oncidium x Rodriguezia
Westara Wsta Brassavola x Broughtonia x Cattleya x Laelia x Schomburgkia
Wilburchangara Wbchg Broughtonia x Cattleya x Epidendrum x Schomburgkia
Wilkinsara Wknsra Ascocentrum x Vanda x Vandopsis
Wilsonara Wils Cochlioda x Odontoglossum x Oncidium
Wingfieldara Wgfa Aspasia x Brassia x Odontoglossum
Withnerara With Aspasia x Miltonia x Odontoglossum x Oncidium
Wooara Woo Brassavola x Broughtonia x Epidendrum
Yahiroara Yhra Brassavola x Cattleya x Epidendrum x Laelia x Schomburgkia
Yamadara Yam Brassavola x Cattleya x Epidendrum x Laelia
Yapara Yap Phalaenopsis x Rhynchostylis x Vanda
Yeepengara Ypga Aerides x Phalaenopsis x Rhynchostylis x Vanda
Yoneoara Ynra Renanthera x Rhynchostylis x Vandopsis
Yonezawaara Yzwr Neofinetia x Rhynchostylis x Vanda
Yusofara Ysfra Arachnis x Ascocentrum x Renanthera x Vanda
Zygobatemannia Zbm Batemannia x Zygopetalum
Zygocaste Zcst Lycaste x Zypopetalum
Zygocella Zcla Mendoncella x Zygopetalum
Zygocolax Zcx Colax x Zygopetalum
Zygodisanthus Zdsnth Paradisanthus x Zygopetalum
Zygolum Zglm Zygopetalum x Zygosepalum
Zygoneria Zga Neogardneria x Zygopetalum
Zygonisia Zns Aganisia x Zygopetalum
Zygorhyncha Zcha Chondrorhyncha x Zygopetalum
Zygostylis Zsts Otostylis x Zygopetalum
Zygotorea Zgt Pescatorea x Zygopetalum
Zygowarrea Zwr Warrea x Zygopetalum

Referências

  • microplanta.com
  • wikipedia.org

Abraços!

Orquídeas e seus frutos e sementes – não se deixe enganar!

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Alguns motivos me levaram a pensar neste artigo e publicá-lo, mesmo sem ter todo o material disponível para tal. Por que falar dos frutos – ou capsulas – e das sementes das orquídeas?

A grande maioria das pessoas não sabem como funciona a propagação de uma espécie qualquer da família Orchidaceae, a família das orquídeas. De fato, é muito curioso, pois difere daquilo que conhecemos como o “habitual” na natureza, quer seria o “colocar a semente no solo e esperar brotar“, fruto da visão um tanto quanto incompleta que nos é passada logo na infância, com a famosa experiência de brotação da semente do feijão no algodão.

Este desconhecimento tem duas consequências. A primeira, quando uma orquídea gera um fruto, o orquidófilo ignora, pois não sabe o que fazer com ela ou imagina que sabe, tentando cultivar de maneiras tradicionais. Já a segunda, que motivou este artigo, é a forma como pessoas inescrupulosas, principalmente brasileiros, se aproveitam desta ignorância para ganhar algum dinheiro em cima dos pobres iludidos por anúncios enganosos. Exemplo? Vai no Mercado Livre ou Aliexpress, por exemplo, e digite “sementes orquídeas”. O resultado vai ser mais ou menos assim:

Resultado da pesquisa: até orquídea com olhos!

O resultado mostrado na imagem acima mostra uma coisa interessantíssima: primeiro, todos tem paciência para contar as sementes da orquídea (você entenderá a ironia logo adiante – sementes de orquídeas são como pó). Há sementes de Phalaenopsis azul – a famosa Blue Mystic, sendo que é uma flor tingida, ou seja, fabricada a partir de uma Phalaenopsis branca e que, obviamente, não é natural, cuja próxima florada voltará a ser branca. Há também sementes de plantas que nem orquídea são e, a melhor de todas sementes: a orquídea cara de papagaio, uma brincadeira feita no Photoshop que até sementes reais está rendendo. E pasmem, só neste anúncio o vendedor já vendeu 63 pacotes destas sementes, ao custo de R$ 17,77 cada, totalizando um roubo de R$ 1.119,51.

Ah Luis, mas as pessoas não caem nesta não. Não? 63 pessoas compraram uma orquídea com olhos! Opa, 64 agora!

Ah Luis, mas elas vão perceber, reclamar e pegar o dinheiro de volta. Não, não vão. Seja lá o que o vendedor envia para estas pessoas, ou não vai brotar, ou até ter cara de alguma outra planta ele já terá embolsado seu dinheiro e você não poderá mais reclamar. É quase um crime perfeito. Um crime que só pega os desinformados.

O que todos precisam? Informação! Então vamos lá, neste caso o Wikipedia tem informações muito interessantes. Antes de mais nada, é importante entender de onde surge a semente.

A flor

Dentre todas as famílias de plantas possivelmente as orquídeas é a família que apresenta maior espectro de variação floral. Geralmente apresentam flores hermafroditas mas, além destas, em alguns gêneros podem apresentar flores exclusivamente masculinas ou femininas. Os órgãos reprodutivos (androceu e gineceu) encontram-se reduzidos e fundidos em uma estrutura central chamada coluna, ginostêmio ou androstilo. O número de estames varia entre as subfamílias: Apostasioideae possui três; Cypripedioideae dois, com o estame central modificado; as demais apresentam apenas o estame central funcional, com os dois outros atrofiados ou ausentes. Os grãos de pólen quase sempre encontram-se aglutinados em massas cerosas chamadas polínias, mas podem encontrar-se também agrupados em massa pastosa, ou rarissimamente soltos. As polínias ficam penduradas em uma haste chamada caudículo ou estipe, conforme sua estrutura, presas por um disco viscoso chamado viscídio, coladas por um líquido espesso secretado pelo rostelo. A maioria das espécies epífitas apresenta uma pequena capa recobrindo as polínias, denominada antera. O estigma é normalmente uma cavidade na coluna, onde as polínias são inseridas pelo agente polinizador. O ovário é ínfero, tricarpelar e possui até cerca de um milhão de óvulos.

A fecundação

Pela sua estrutura reprodutiva, as orquídeas obrigatoriamente necessitam do auxílio de agentes externos para o transporte de pólen ao órgão feminino de suas flores, uma vez que a massa polínica é pesada demais para ser levada pelo vento, e a parte receptiva do órgão feminino não é exposta o suficiente para recebê-la. Assim, as orquídeas selecionaram as estratégias mais fascinantes para promover a polinização. As flores podem possuir cores e aromas que atraem a atenção de polinizadores diversos, como abelhas, borboletas, mariposas diurnas e noturnas, besouros e beija-flores. Sua forma e tamanho também correspondem ao tipo de polinizador. Algumas flores podem assumir formas extremas. Orquídeas do gênero europeu Ophrys, por exemplo, apresentam a cor e a forma do labelo, ornado por cerdas, de maneira tal que se assemelham a fêmeas de uma certa espécie de abelhas. De forma que o macho, atraído pelo feromônio produzido pela própria flor e pela sua forma, copula com esta por engano, levando consigo as polínias, que depositará na próxima flor que visitar.

O fruto

Eis que sua bela flor foi fecundada. Ela começa então a gerar o fruto. Quase todas as orquídeas apresentam frutos capsulares. Eles claramente diferem em tamanhos, formas e cores. As epífitas apresentam frutos muito mais espessos com paredes carnosas, espécies terrestres apresentam frutos mais finos com paredes mais delicadas. Geralmente são triangulares, mais ou menos arredondados, com números de lamelas que variam de três a nove. Alguns são lisos outros rugosos ou mesmo cheios de tricomas, verrugas ou protuberâncias em sua superfície. Os frutos desenvolvem-se com o engrossamento do ovário na base da flor, o qual geralmente é dividido em três câmaras.

Cápsulas de uma orquídea: seu fruto

Quando maduro o fruto seca e abre-se em três ou seis partes ao longo do comprimento, embora não inteiramente, mantendo-se sempre preso à inflorescência. Boa parte das sementes logo cai, depositando-se entre as raízes da planta mãe, as sementes são também amplamente dispersas com o vento por longas distâncias. Esta é a grande vantagem do tamanho mínimo destas sementes, afinal, com o auxílio do vento elas podem percorrer grandes distâncias antes de assentar em algum lugar.

As sementes

Quase todas as orquídeas apresentam sementes minúsculas e leves, constituídas por um pequeno aglomerado de células de cobertura abrigando um embrião. Seu tamanho é realmente microscópico, visto que não há reserva alimentar para que a semente possa germinar. Cada planta produz de centenas de milhares de sementes em cada uma de suas cápsulas. Ao contrário da maioria das plantas, as quais produzem um endosperma capaz de alimentar o desenvolvimento do embrião em seus primeiros estágios, as orquídeas utilizam-se de um processo simbiótico o fungo Micorriza que excreta os nutrientes utilizados pela jovem orquídea a partir da decomposição pelo fungo do material encontrado próximo à semente. Tão logo o embrião é capaz de realizar a fotossíntese, este processo torna-se responsável pela alimentação da planta e a Micorriza não é mais necessária.

Milhares, talvez milhões de sementes.
O fruto e sua semente

Apenas por curiosidade, algumas espécies de orquídeas saprófitas nunca serão capazes de realizar a fotossíntese plenamente e permanecem dependentes do fungo por toda a vida. Já algumas espécies de orquídeas, como por exemplo as do gênero Bletilla, apresentam alguma quantidade de endosperma. Por fim, poucas espécies de orquídeas têm sementes grandes. Estas são representadas principalmente pelos membros da subfamília Vanilloideae.

Em breve estarei escrevendo sobre como realizar a germinação destas sementes. Não, não é na terra. É um processo um pouco mais complexo – e interessante – que supre as necessidades da minúscula semente de forma artificial. Ou seja, sabe aquela semente que você compra no Mercado Livre e planta na terra? Esqueça, vai sair de tudo, menos a orquídea rara prometida no anúncio!

Abraços

Referências

  • pt.wikipedia.org
  • Imagens de um fórum – serão substituídas assim que conseguir fotografar uma cápsula em casa.

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